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Miércoles 28 de Octubre de 2020
08:53 hs.

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MEIO AMBIENTE
Desmatamento de áreas protegidas no Cerrado aumentam 15% expondo política de Bolsonaro
Redação

Desmatamento no Cerrado diminui, porém destruição de áreas protegidas tiveram aumento de 15%. Tocantins é o estado que mais sofre com o desmatamento. A destruição ambiental galopante é parte da política de Bolsonaro e fomento ao agronegócio para transformar o Brasil na "fazenda do mundo".

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O desmate do Cerrado neste ano foi o menor registrado desde o início da série histórica, em 2000, embora se mantenha ainda em patamar muito alto. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento (Prodes), divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A destruição nas áreas protegidas, no entanto, aumentou 15%.

Ao todo, entre agosto de 2018 e julho de 2019, foram desmatados 6.484 quilômetros quadrados - redução de 2,26% em relação ao período anterior. Ainda assim, segundo especialistas, a área corresponde a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

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Os números mostram que a quantidade de vegetação nativa retirada nas unidades de conservação cresceu. De agosto de 2018 a julho de 2019, foram desmatados 517,3 quilômetros quadrados de mata protegida.

A área do Cerrado abrange os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná e São Paulo, além do Distrito Federal. O Tocantins foi o Estado com maior extensão de desmatamento, seguido de Maranhão e Bahia.

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"O que a gente percebe é que o desmatamento é extremamente concentrado nesses três Estados, a nova fronteira agrícola brasileira, que é onde ainda tem Cerrado para ser desmatado", afirmou Claudio Almeida, do Inpe, um dos coordenadores do Prodes

Procurado para comentar os dados, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou. Ricardo Salles, notório por seus discursos que contestam o avanço a passos largos da destruição ambiental, segue com a política do governo Bolsonaro de fomentar o agronegócio, em detrimento do direito à terra de comunidades originárias e do meio ambiente.

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Este ano, as queimadas que foram apontadas como criminosas, como parte de um projeto criminoso para avançar com o desmatamento e agronegócio, impactaram internacionalmente, colocando centenas de jovens nas ruas. Ricardo Salles agora segue em negociata com países imperialistas para "ajudarem" com a situação ambiental.

É evidente que não há desenvolvimento sustentável sob a sombra do capitalismo, que explora a classe trabalhadora e consome o meio ambiente de maneira irracional, em nome do lucro de poucos.

 
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