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Jueves 12 de Diciembre de 2019
00:58 hs.

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DJ RENNAN DA PENHA
Preso injustamente há seis meses, DJ Rennan da Penha vence prêmio Multishow de melhor canção
Redação
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29 de Outubro. DJ Rennan da Penha vence o “Prêmio Multishow” de melhor canção com a música “Hoje eu vou Parar na Gaiola”, música em parceria do Mc Livinho. Na premiação sua esposa e seu empresário fizeram questão de levantar a bandeira pela sua liberdade.

Indicado também ao Grammy Latino, Rennan da Penha é a faceta pública atual de como atua nosso judiciário racista. Rennan da Penha, um dos precursores da variação do Funk 150 BPM(estilo mais difundido atualmente) e talvez o DJ de funk mais conhecido dos últimos tempos, foi preso injustamente a 6 meses sob a absurda alegação de ser “olheiro” do tráfico por se comunicar em grupos de moradores no whatsapp.

Atrelado também a sua prisão veio o fim do “Baile da Gaiola”, baile onde Rennan se destacou e que também foi criminalizado. Para os fãs de baile não é nenhuma novidade está criminalização. Há um enorme esforço por parte do judiciário, da mídia e de amplos setores do conservadorismo e do reacionarismo na criminalização desses espaços, tentativa de podar e tirar o mínimo esboço de cultura para populações já sofridas. Os bailes são espaços de lazer e cultura da juventude preta e pobre, e que, além de ter sua vida ainda mais precarizada e pelo alto índice de desemprego, vem também sofrendo desde o processo de instalação das UPPs perdendo seu já restrito e minoritário direito ao lazer.

Para estes setores da ultradireita a mínima diversão de jovens nestes espaços tem de estar sob o seu julgamento e censo cultural.

Se por um lado prendem Rennan da Penha, em outra frente, atacam e promovem o genocídio da juventude negra nas periferias, juventude essa, em que muitos se espelham em Rennan da Penha e o tem como ídolo.

Negros e Negras deste país já vivenciaram essa perseguição em diversas outras expressões e manifestações culturais, do samba a capoeira, do candomblé ao jango. Todas essas expressões culturais já sofreram perseguições em seus devidos tempos, com alegações tão estúpidas quanto as que sofre funk e funkeiros atualmente.

Nós do Esquerda Diário e do Quilombo Vermelho estamos com todos esses artistas, músicos e cantores que homenagearam Ágatha e Marielle e toda juventude negra que também exigem a liberdade imediata ao DJ Rennan da Penha. A prisão de Rennan em meio sua indicação ao Grammy Latino só escancara a face mais racista de uma burguesia que para o negro quer negar inclusive o direito a arte, de se expressar culturalmente. Sua prisão é injusta, racista e arbitrária, que seu caso seja julgado por um júri popular, composto em sua maioria de moradores de favela de sua comunidade, assim como todos os artistas e DJ’s do funk que foram presos injustamente. Pelo fim dos ataques à cultura negra e ao funk. Abaixo o racismo e autoritarismo do judiciário.

 
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