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Viernes 6 de Diciembre de 2019
18:24 hs.

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BOLSONARO E ATOS NO CHILE
Bolsonaro reivindica a ditadura sanguinária de Pinochet como resposta à rebelião do Chile
Redação

Enquanto a luta de classes entra em cena no Chile, com jovens e trabalhadores nas ruas contra os ataques de Piñera, Bolsonaro volta a defender a sanguinária ditadura de Pinochet.

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Enquanto a luta de classe volta à cena com a juventude e trabalhadores nas ruas do Chile, se mobilizando na quarta jornada contra os ataques de Sebastian Piñera, Jair Bolsonaro, temendo o impacto das explosivas manifestações no Brasil, retoma o "espírito da ditadura" para atacar os ativistas.

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Nesta terça-feira ele se pronunciou sobre os protestos que avançam no Chile contra o aumento da passagem do transporte público. Para Bolsonaro, a culpa das manifestações é porque acabou a ditadura do general Augusto Pinochet, um dos mais sanguinários ditadores da América Latina.

"O problema do Chile nasceu em 1990, que ninguém dá valor para isso. Naquela época, as Farc fizeram parte, Fidel Castro, isso tudo. E qual o espírito dessa questão? Primeiro é bater contrário às políticas americanas, imperialistas, segundo eles. E depois são os países que se autoajudam para chegar ao poder", disse Bolsonaro em Tóquio.

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É importante destacar que até mesmo Bolsonaro sente o impacto das manifestações que expõe a cara mais cruel das ofensivas do imperialismo estadunidense e como os ataques às condições de vida da população são brutalmente sentidos. Até mesmo Bolsonaro foi capaz de nomear o inimigo dos países latino americanos, observadas também no Equador contra o acordo de Lenin Moreno com o FMI.

Bolsonaro estremece ao ver seu aliado Piñera sentindo o impacto de uma juventude imparável, em uma explosiva aliança com os trabalhadores e com amplo apoio popular. As derrotas da extrema direita na América Latina que batalha para implementar um projeto de governo neoliberal e garantir o lucro dos capitalistas, se vê fraquejar em diversos cenários do continente, como demonstra a derrota vergonhosa de Macri na Argentina.

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Não é a toa que Bolsonaro retoma Pinochet e a ditadura militar para atacar aqueles que se levantam contra os governos ajustadores e a ingerência e ganância imperialista. As ditaduras militares foram responsáveis por garantir um massacre violento de trabalhadores e diversos setores, desde juventude até trabalhadores rurais, que se erguiam em toda América Latina rumando contra o capitalismo.

Essas ditaduras foram uma resposta violentíssima aplicada, não somente pelos militares, mas pelos setores civis da sociedade, com amplo apoio do imperialismo estadunidense, para massacrar a classe trabalhadora e a população que lutava contra as miseráveis condições de vida. Só no Brasil, milhares de trabalhadores rurais, indígenas, trabalhadores urbanos e jovens foram violentamente assassinados pelos militares, somada à destruição de todos as ferramentas de organização política.

A declaração de Bolsonaro mostra que seu saudosismo da ditadura militar não é uma questão "moral" desta extrema-direita asquerosa, e sim, uma referência clara ao que significou este período em termos de massacre daqueles que se levantavam contra ajustes, ataques e contra tantas políticas levadas a cabo para tornar ainda mais miseráveis as condições de vida.


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O Brasil, que desde o golpe institucional de 2016, vem sentindo o avanço deste projeto miserável que querem nos impor, com reformas como a trabalhista e a reforma da previdência, que está em curso de votação hoje, precisa se inspirar em levantes como estes. Em aliança com a juventude, um dos setores mais dinâmicos e capaz de incendiar a força dos trabalhadores, é possível enfrentar Bolsonaro, sua política ajustadora e capacho do imperialismo estadunidense e fazer com que os capitalistas paguem pela crise.

 
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