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Sábado 24 de Agosto de 2019
11:40 hs.

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RIO GRANDE DO NORTE
Crescem os casos de queimadura por uso de etanol na cozinha fruto do aumento do custo de vida
Redação Esquerda Diário Nordeste

Para alguns trabalhadores do Rio Grande do Norte, a saída tem sido o uso de álcool vendido nos postos de gasolina como substituto ao gás de cozinha, que tem provocado sérios acidentes e queimaduras.

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Segundo números da ANP (Agência Nacional de Petróleo), o preço do gás de cozinha passou de R$ 55,85 em 2016 para uma média de R$ 69 reais nos dias de hoje. É um dos itens que mais elevou o seu custo nos últimos anos, que vem acompanhando a deterioração das condições de vida dos trabalhadores, vítimas da reforma trabalhista, do rebaixamento de salários e do desemprego.

Para alguns trabalhadores do Rio Grande do Norte, a saída tem sido o uso de álcool vendido nos postos de gasolina como substituto ao gás de cozinha, que tem provocado sérios acidentes e queimaduras. Um retrato do custo pago pelos trabalhadores com a crise capitalista. No estado foram R$15,00 de aumento do preço do gás entre 2017 e 2019, acelerou junto às especulações privatistas em torno da Petrobrás, sobretudo no governo Bolsonaro, interessado em atrair os olhos dos monopólios internacionais de petróleo, especialmente os norte-americanaos.

Um cenário que contrasta com a situação do único hospital público que tem um Centro de Tratamento de Queimados no estado, o Hospital Walfredo Gurgel, que fica na capital potiguar, Natal. Um hospital que funciona com meses de atraso de salários e direitos dos trabalhadores da saúde, pacientes nos corredores, danos na estrutura e falta de insumos.

Por isso também esses trabalhadores saúde deliberaram umaparalisação para o próximo dia 03 de julho, exigindo reajuste salarial que há 10 anos não recebem, exigindo pagamento dos salários atrasados, adicional de insalubridade e contra o desmonte do SUS.

A crise capitalista aumenta a incidência de enfermidades aos trabalhadores como vemos com este simples fato, sem contar os acidentes de trabalho fruto da precarização crescente após a reforma trabalhista, que longe de devolver emprego, aumentou a exploração e à necessidade do trabalhador de um atendimento de saúde pública. A saúde, por sua vez, é cada vez mais sucateada por propostas como o congelamento de gastos, as filas crescem e o adoecimento da classe trabalhadora se faz crônico, no mesmo passo das crises capitalistas.

Bolsonaro, o Congresso, Moro e o STF, seguem à risca os planos capitalistas de “enfrentar” a crise: apesar das divergências, trabalham juntos pela aprovação da Reforma da Previdência, ou seja, que o dinheiro da nossa aposentadoria vai ser sugado para pagar uma dívida com grandes bancos e especuladores. Uma dívida que a cada ano aumenta o roubo do orçamento público, é literalmente impagável, por mais que os governos, sobretudo os do PT, se esforçassem em encher os bolsos dos magnatas imperialistas que controlam essa dívida, portanto controlam o orçamento do nosso país.

Por sua vez, a petista Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, assumiu todos os compromissos com os empresários com quem o estado possui dívidas. Segue enrolando os funcionários da saúde com o não pagamento de seus salários atrasados, enquanto atua ativamente junto aos governadores de outros estados, inclusive o reacionários João Doria (PSDB-SP) e para que a Reforma da Previdência proposta pelo Congresso, tão nefasta quanto a de Bolsonaro, não só seja aprovada, como inclua os estados na conta. Ou seja, está trabalhando ativamente para que este enorme ataque aos trabalhadores se efetive, honrando o compromisso com a Lei de Responsabilidade Fiscal e prometendo acatar as medidas de ajustes de Paulo Guedes para receber auxílio fiscal ao estado.

Desde o Esquerda Diário Nordeste batalhamos pelo Não Pagamento da Dívida Pública, pois basta que sejam os trabalhadores, sobretudo os mais precários, que sigam pagando com seu custo de vida, com a sua saúde e sua dignidade, os custos intragáveis dessa crise capitalista. Além disso, defendemos que sejam os próprios trabalhadores a controlarem a produção e a distribuição de itens tão vitais para as suas famílias, como é o gás de cozinha, estatizando a Petrobrás e das distribuidoras sobre seu controle e gestão, de modo que sejam os interesses das famílias colocados a frente do lucro privado de empresários e burocratas corruptos, sobretudo dos magnatas imperialistas para quem Moro e Bolsonaro trabalham pela aplicação de duros ajustes neoliberais contra os trabalhadores.

 
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