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Jueves 17 de Octubre de 2019
08:44 hs.

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14J GREVE GERAL
Milhares de assembleias de base para uma greve geral ativa nesse 14J
Marcello Pablito - Trabalhador do Bandejão da USP e diretor do SINTUSP
dirigente do MRT e fundador do Quilombo Vermelho

No cenário político das recentes manifestações da juventude estudantil nesses dias 15 e 30 de Maio é preciso potencializar a greve geral do dia 14J em uma nova escala, estudantes e trabalhadores nas ruas para derrotar o pacto pela reforma da previdência e os cortes na educação.

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Para isso, é urgente que se construam milhares de assembleias de base para que os trabalhadores decidam democraticamente os melhores meios para paralisar no 14J e levar dezenas de milhões às ruas em todo o país, numa verdadeira demonstração de forças contra Bolsonaro, Maia e o STF.

A greve geral do dia 14 de Junho aparece agora como a oportunidade de golpear o “centro de gravidade” do Governo e de uma série de outras alas do regime que buscam descarregar a crise nas nossas costas, nos fazendo trabalhar até morrer com a reforma da previdência para manter as altas taxas de lucro dos capitalistas e seguir pagando fielmente a “bolsa banqueiro” que é a fraude da dívida pública.

As mobilizações do dia 15M assustaram Bolsonaro e a burguesia que logo se movimentaram para avançar na conformação de uma espécie de pacto entre Bolsonaro-Maia-Toffoli para assegurar que suas disputas de poder palacianas não secundarizem a principal agenda da burguesia, que frente ao cenário de desemprego e recessão econômica querem aprovar um ataque que “abra a porteira” do aprofundamento neoliberal com privatizações e mais retirada de direitos.

É preciso organizar uma força capaz de derrotar esse projeto unificado das distintas alas do regime nesse dia 14, o que diretamente é o oposto do que fazem hoje as principais centrais sindicais do país: as burocracias da CUT e da CTB, para não falar das neoliberais UGT e Força Sindical. Essas centrais querem que a greve geral do dia 14 não saia do seu controle e que os trabalhadores fiquem em suas casas, floreando esse insulto contra todos aqueles que querem batalhar contra os ataques de Bolsonaro com o argumento de que "ninguém pode sair na rua para que fiquem vazias". Paralisar a produção não significa ficar em casa: golpear os capitalistas e o governo exige que no 14J haja uma enorme demonstração de forças nas ruas. Queremos uma greve geral ativa, com jovens e trabalhadores juntos massivamente nas ruas levantando combate contra a reforma da previdência!

As centrais atuam assim, com imposturas como essa, porque tem medo de perder o controle sobre o 14J. Por que temem que jovens e trabalhadores deem um recado de massas ativo nas ruas? Porque tem interesses em negociar no Congresso uma alternativa de Reforma. Paulinho da Força se pronunciou no 1° de Maio para que os trabalhadores lutassem para “desidratar a reforma” e torná-la mais branda. Os governadores petistas do nordeste, todos os 4, assinam um compromisso com uma reforma da previdência alternativa, sem falar de setores como a deputada Tabata Amaral do PDT, que defende uma reforma da previdência "diferente" (que seguirá atacando milhões de jovens trabalhadores) quanto também cortes na educação (a teoria esdrúxula de que "há universidades que podem ter mais cortes que outras").

Não podemos ficar reféns da política dessas burocracias, precisamos exigir que sejam organizadas milhares de assembleias em cada local de trabalho do país para que sejam os trabalhadores a decidirem democraticamente os rumos da luta e que se articule um Comando nacional de delegados eleitos pela base a partir dessas assembleias. Nesse sentido a juventude que vem sendo protagonista no cenário nacional pelas mobilizações do dia 15 e 30 de Maio pode cumprir um importante papel, buscando contagiar a classe trabalhadora com sua energia, se aliando na luta contra a reforma da previdência e indo nas portas das escolas, fábricas e metrôs discutir com os trabalhadores como tomar a luta em nossas mãos.

A força da organização e da decisão democrática dos trabalhadores, aliados a juventude, tem que se expressar nas ruas numa forte ação de massas que consiga impor uma derrota definitiva ao pacto de Bolsonaro, do Centrão e do STF pela reforma da previdência e barrar os cortes na educação dessa extrema direita obscurantista e reacionária.

 
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