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Martes 20 de Agosto de 2019
20:40 hs.

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RUMO AO 14J
Carta ao PSOL, seus parlamentares e Boulos: a juventude pode incendiar a classe trabalhadora rumo ao 14J
Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária

Fazemos um chamado ao PSOL, Boulos e parlamentares desse partido pela necessidade de convocar a juventude, que mostrou sua força no 15M e 30M, a ir para a porta das fábricas, escolas, metrôs e locais de trabalho para unificar com a classe trabalhadora impondo à burocracia sindical uma forte greve geral para derrotar os ataques à educação e o pacto de Bolsonaro, centrão e STF pela Reforma da Previdência.

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Frente aos ataques à educação, à pesquisa e à ciência promovidos por Bolsonaro, o movimento estudantil e a juventude tomaram a linha de frente da resistência ao avanço do autoritarismo e da reação. Os atos massivos do 15M e do 30M abriram a possibilidade de derrotar esse governo nas ruas pela primeira vez.

Ao fazer isso, mais uma vez, como em outros momentos da história brasileira, os estudantes e a juventude estão dando o exemplo da mesma forma que, depois do golpe de 1964, foram os estudantes que tomaram a dianteira do enfrentamento à ditadura militar e, agora, novamente são o primeiro setor social a se mobilizar em massa contra o autoritarismo.

A juventude está mostrando o caminho, mas não pode derrotar Bolsonaro sozinha. Os poderes da república decadente tentam se unificar e deixar suas diferenças de lado por um momento. O STF, o Congresso, Bolsonaro, os militares e a Lava Jato, apoiados pela grande mídia, querem avançar com a Reforma da Previdência, os cortes na educação, privatizações e um conjunto de medidas antipopulares. Contra esses inimigos poderosos, podemos triunfar, mas para isso é necessário que a luta da juventude desperte também a classe trabalhadora.

É o momento de relembrar o maio de 68 francês, quando a mobilização estudantil foi o estopim de uma greve geral, com ocupações de fábricas, que colocou em xeque o capitalismo francês. Diziam os estudantes franceses aos operários: “tomem de nossas frágeis mãos nossas bandeiras de luta”. Os tempos são outros, mas os exemplos históricos nos servem de inspiração e lição, mostrando que o caminho para vencer é a unidade da juventude com a classe trabalhadora.

Porém, além da traição declarada de centrais como a UGT, a oposição petista e do PCdoB na direção da CUT, CTB e da UNE têm sido um grande obstáculo para que essa unidade se efetue. Enquanto o governo Bolsonaro avança contra os nossos direitos, as centrais sindicais usam nossa luta como moeda de troca para garantir a continuidade do imposto sindical. Já no Congresso e em seus governos, têm também sua própria agenda de ajustes, que passa por negociar uma Reforma da Previdência diferente daquela proposta por Jair Bolsonaro, descarregando ainda assim a crise capitalista nas costas dos trabalhadores e da juventude, que já amargam situações de precarização e desemprego. Nessa situação, é fundamental que a juventude, a partir de assembleias e comandos de base, tome em suas próprias mãos a construção da unidade com a classe trabalhadora para parar o país no dia 14 de junho.

Acreditamos que a força da juventude e dos estudantes pode fazer a diferença se dirigida à classe trabalhadora nos locais de trabalho, nas fábricas, escolas, nos transportes e bairros e aos estudantes das universidades privadas, desmascarando o papel das direções das centrais sindicais e da UNE, exigindo a realização de assembleias e medidas concretas de organização aos sindicatos e convocando uma luta comum no dia 14. São necessários todos os esforços da juventude para tentar despertar a classe trabalhadora paralisada pela política das direções das centrais sindicais.

Por isso propomos à juventude do PSOL, que constrói a Oposição de Esquerda da UNE, ao Boulos, que recentemente percorreu as universidades pelo país e reuniu milhares de estudantes, e aos parlamentares desse partido para que utilizem todo o espaço que têm a serviço desse chamado a que a juventude assuma a grande responsabilidade histórica que a situação política colocou em suas mãos. Vemos que medidas como essas são o caminho pelo qual os estudantes podem se dar o desafio de incendiar a classe trabalhadora a serviço de uma verdadeira frente única com independência de classe para derrotar os ataques, em vez de buscar frentes parlamentares com partidos burgueses, golpistas ou que apoiam a Reforma da Previdência. Vamos juntos travar a batalha em cada assembleia estudantil, em cada comando de mobilização, em cada comitê que surja nos bairros, para que o movimento estudantil vá até onde estão os trabalhadores, construir essa luta unificada, efetivar uma paralisação massiva dia 14 e abrir o caminho para derrotar a Reforma da Previdência, Bolsonaro e os capitalistas com a força da nossa mobilização.

Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária e Esquerda Diário

 
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