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Martes 10 de Diciembre de 2019
21:51 hs.

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JUVENTUDE
40% dos jovens brasileiros estão endividados
Redação

O capitalismo atravessa uma enorme crise e desde o Brasil a juventude sente muito seus impactos, com o desemprego, ter que ajudar nas contas da familia, manter um nivel alto de consumo e muitas vezes pagar a faculdade fazem com que 40% dos jovens se encontrem endividados hoje.

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou uma pesquisa onde aponta que jovens entre 15 e 24 anos são os que mais sofrem com o desemprego a ultima pesquisa levantam dados onde no primeiro semestre de 2010 chegavam a 17,4% os desempregados e em 2015 antes de aprofundar a crise chegou a 15,8%, aumentando depois da queda em 2014 que chegou em 13,8%. Especialistas analisam que 2017 a 2019 a taxa vai se manter em 13,8%, mas o que vemos é o maior índice de desemprego no planeta entre os jovens.

O desemprego bate recordes no brasil chegando a 30% entre os jovens e 13% na população geral, a falta de oferta de trabalho, fazem com que os jovens tenham que trabalhar em locais precários, com salários de fome, que não chegam a arcar com suas finanças e não tiram do afogamentos das dividas.

Alem do desemprego um outro fator do endividamento são as universidades, com a "expansão universitária" que colocou os jovens na universidade e muito dinheiro na mão dos empresários da educação, parte dos jovens tem dívidas enormes com as instituições de ensino. O próprio aumento da crise, faz com que esse jovem tenha que ajudar nas finanças de casa, fazendo com que 10% dos jovens endividados, seus pendencias estão ligadas a Educação, moradia, água e luz.

Os ataques só aumentam a precarização da vida

Com o alto índice de desemprego e endividamento, a perspectiva a longo prazo é ainda pior, o governo Bolsonaro quer por todas as vias descarregar nas costas da classe trabalhadora sua crise, a reforma da previdência que tanto insiste o governo vai atingir em cheio a juventude que vai levar mais tempo ainda para se aposentar.

A expectativa de vida da população é de uma média de 72 anos para homens e 79 para mulheres, a atual proposta de reforma quer nos fazer trabalhar até morrer, chegando a levar 65 anos para se aposentar, com 40 anos de contribuição em um país que não gera emprego.

Enquanto os bancos devem bilhões para união, e o país segue numa linha de capacho do imperialismo, pagando religiosamente a dívida pública que é ilegítima, ilegal e fraudulenta. Querem tirar dos trabalhadores para manter seus gastos.

Se enfrentar com Bolsonaro e seus planos para dar espaço ao futuro

Pelas mãos dos capitalistas é impossível resolver esse impasse à crise internacional, assola o país, mas não é enxugando a previdência que iremos sair da crise. A juventude mostrou nas ruas em Junho de 2013 que é possível se enfrentar com o governo e ganhar.

Mas precisamos de muito mais audácia que em junho, é necessário organização para colocar nossas pautas nas ruas, exigir que os bancos quitem suas dívidas para cobrir o o déficit da previdência, inclusive no final de 2018 tiveram o maior lucro trimestral desde 2016, exigir o fim do pagamento da dívida é a melhor forma de organizar as finanças do país, pois a divida representa 74% do PIB, é o principal mecanismo de saque das riquezas do país e só aumenta.

Precisamos que o movimento estudantil coloque de pé um movimento para defender as demandas da juventude. UNE, UMES, UBES, podem colocar de pé um programa que defenda a anistia de todos os devedores com as universidades, discutindo com a base dos jovens estudantes à partir de assembleias em cada local de estudo do país. Inclusive construindo efetivamente o dia 15/05 para que a organização dessa juventude possa se demonstrar nas ruas com um programa de solidariedade aos trabalhadores e a opinião pública, conquistando aliados nessa luta. Para isso é fundamental superar os entraves colocados pelas burocracias, seja na UNE ou na CUT e CTB que dirigidas pelo PT e pelo PCdoB buscam convocar mobilizações formais e sem nenhum plano de continuidade, servindo de moeda de troca para negociar uma reforma da previdência mais "branda".

O Fim do desemprego através da redução das horas de trabalho e distribuição pelas mãos disponíveis, o rechaço a reforma da previdência e não pagamento da dívida ligado as pautas das universidades que estão senso atacadas são medidas urgentes para que deixemos de pagar pela crise com as nossas vidas. Esse governo de extrema direita corta na educação e investe contra as humanidades pois sabe que essa geração de juventude é questionadora, defende seus direitos e que em aliança com os trabalhadores pode garantir que os capitalistas paguem pela crise

 
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