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Miércoles 23 de Octubre de 2019
04:41 hs.

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METRO-SP
Linha 15 Monotrilho é vendida por Doria à CCR por 3% de seu valor investido
Redação

Foi concretizada na tarde desta segunda feira (11/03) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a venda da linha 15 - prata do Monotrilho para a CCR, única concorrente na disputa do leilão.

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Foi concretizada na tarde desta segunda feira (11/03) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a venda da linha 15 - prata do Monotrilho para a CCR, única concorrente na disputa do leilão. Como denunciamos ontem um leilão de cartas marcadas onde foi necessário apresentar uma proposta ínfima de R$159 milhões, valor equivalente a apenas 3% do total já investido pelo governo do Estado na estrutura e trens do monotrilho e também é o montante que a ViaQuatro (concessionária que administra a linha 4 do Metrô, pertencente à CCR) lucrou em 2017.

Uma das empresas do consórcio CCR, a Rodonorte, confessou pagamento de propina a políticos do PSDB do estado do Paraná durante 20 anos e assinou um acordo de leniência junto à justiça. Como se já não bastassem os tantos casos de corrupção em que foram envolvidas as empresas também pertencentes à CCR, Odebrecht e Andrade Gutierrez, como na construção do trecho sul do Rodoanel em São Paulo, também com envolvimento de políticos do PSDB. Ou seja, a cada acordo de leniência que a CCR faz com a justiça, seja por caixa 2 ou pagamento direto de propina, ela ganha uma linha de metrô/monotrilho do PSDB!

Como já denunciamos também neste aqui, Doria não está nem um pouco preocupado com a segurança ou com a qualidade do transporte público de São Paulo. Somente esse ano foram 2 acidentes graves no monotrilho que expuseram pra toda população usuária o quanto a privatização desse serviço pode piorar ainda mais a qualidade do atendimento prestado.

Somente com um transporte público estatizado sob controle dos trabalhadores e usuários e não por uma casta de parasitas burocráticos, corruptos, ligados até a medula com grandes empresários que só visam lucro, como os da CCR, pode garantir que o dinheiro seja destinado à expansão, melhorias e um atendimento de qualidade à toda população que já paga altas tarifas e altos impostos mas que não veem esse retorno quando precisam utilizar desse serviço público.

Assim como foi com a entrega da Linha 5 Lilás para os grandes empresários, o Sindicato dos Metroviários também aceitou este ataque sem nenhuma resistência, sem organizar a categoria pr o ponto um plano de lutas consequente para fazer barrar a entrega do Monotrilho para a iniciativa privada. A burocracia sindical agora, dirigidas pela CUT e CTB que também estão a frente do sindicato dos metroviarios, agem com a mesma postura em relação a reforma da previdência de Bolsonaro, e por isso dia 22/03 em que está sendo chamado um dia de luta contra o assalto a previdência dos trabalhadores não pode ser mais um ato inofensivo do aparato sindical, e para isso as centrais sindicais devem convocar imediatamente assembleias de base para construir um dia real de paralisação nacional contra a reforma da previdência de Bolsonaro e os ataques.

 
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