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Sábado 24 de Agosto de 2019
04:47 hs.

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GOLPISMO NA VENEZUELA
Bolsonaro escala suas provocações golpistas e convoca reunião de emergência sobre Venezuela
Redação

Após bater continência à proposta de envio de “apoio humanitário” à Venezuela do governo Trump, como clara provocação à decisão de Maduro fechar as fronteiras, Bolsonaro convoca uma reunião de emergência com ministros e membros das Forças Armadas.

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Foto: Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro, seu time de ministros olavistas e militares, se reúnem essa noite após a primeira da série de provocações na fronteira em Roraima com a Venezuela que pretendem realizar nos próximos dias, esquentando o caldeirão nas fronteiras para desestabilizar o regime. Além destes, estarão presentes o chefe do Estado- Maior do Conjunto das Forças Armadas, tenente brigadeiro do Ar, Raul Botelho e, por videoconferência, o governador de Roraima, Antonio Denarium.

A empreitada golpista na Venezuela conta com a atuação da Colômbia, que abriga militares norte-americanos na fronteira com a Venezuela, realizou uma concentração perto da fronteira de recursos, enquanto a Força Aérea americana usa de sua base militar para envio de itens. Bolsonaro, a frente do Grupo de Lima, colocou à disposição de Trump caminhões para transportar itens até a fronteira, colocando em risco a população local frente ao fechamento da fronteira para atender a seus interesses políticos apoiada na intentona golpista norte-americana.

Entenda: Repudiamos as provocações de Bolsonaro auxiliar do golpismo dos EUA contra a Venezuela

A operação desenhada por Trump se apoia demagogicamente na miséria do povo venezuelano, que vive na miséria e sob um regime prescritivo gerido pela sua camarilha de burocratas e militares. Frente a uma penosa realidade dos trabalhadores, o governo americano decide impor um embargo petrolífero à empresa venezuelana, que só pode resultar em ainda maior fome e miséria.

Essa situação é resultado das escolhas do chavismo de não romperem com a subordinação imperialista que representou o pagamento religioso da dívida e a dependência econômica das variações no preço do petróleo. Porém, o golpismo yankee não representa qualquer alternativa ao autoritarismo e à miséria de Maduro, não estão preocupados com a miséria dos trabalhadores e estão dispostos a aprofundá-la.

Através do apoio ao autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, um verdadeiro representante dos interesses de Trump sobre o petróleo venezuelano, se alia aos governos da Colômbia e agora de Bolsonaro para apoiar a reconquista americana do seu domínio quase colonial sob os países da América Latina. É a primeira grande aventura imperialista de Trump contra os interesses político-econômico chineses, sendo a Venezuela um dos poucos países onde a China detém importantes fluxos de capital e títulos financeiros, além do próprio petróleo.

Bolsonaro decidiu seguir enviando caminhões à fronteira por tempo indeterminado, com novos conflitos previstos para amanhã. É cínico, diante dessa provocação, que Bolsonaro declare as ações desencadeadas disso, entretanto, seriam "de total responsabilidade do governo venezuelano". Está disposto a fazer sangrar indígenas e a população de Roraima, enquanto Trump busca pretextos para impor a presença de tropas americanas em território brasileiro.

A possibilidade de uso de tropas brasileiras é algo ainda muito improvável, frente a negativa reiterada do vice e general Hamilton Mourão, que está disposto a colaborar com os EUA, mas representante do setor de militares que entende a necessidade de não se envolverem e se desgastarem com a política trumpista. É um tema delicado e em disputas, que fez com que o vice se metesse na reunião de Ernesto Araújo, ministro das relações exteriores e capacho de Trump, terá na Colômbia.

Portanto, é preciso que cada trabalhador entenda a necessidade de repudiar essa ofensiva golpista na Venezuela, por faz parte do fortalecimento da extrema-direita na América Latina e servil ao mais duro imperialismo trumpista. É aonde Bolsonaro deseja se apoiar para impor no Brasil a Reforma da Previdência, cuja proposta foi comemorada pelos bancos e donos de do capital americano, trazendo a miséria e exploração também aos trabalhadores brasileiros. A classe trabalhadora é uma e sem fronteiras: os trabalhadores venezuelanos precisam de uma saída própria, independente tanto do imperialismo quanto de Maduro, uma luta cujo desenvolvimento seria um trunfo para os trabalhadores brasileiros em seu enfrentamento contra o capacho de Trump.

 
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