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Domingo 12 de Julio de 2020
06:44 hs.

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FUNCIONALISMO
UGT-RJ e seu sindicato fantasma atacam novamente os servidores no Rio de Janeiro
Ronaldo Filho
Professor da rede estadual do RJ
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(Foto: Fernanda Rouvenat)

No mês de janeiro os servidores do Rio foram surpreendidos com um desconto de imposto sindical executado por um sindicato fantasma, o Sindserj, composto por membros da central UGT-RJ, como denunciamos aqui. Em meio a todo o sofrimento que passam os servidores com os atrasos nos pagamentos, com a ameaça do pacote de Pezão e Temer, agora recebem a notícia de que serão novamente descontados no mês de março. Entenda os descontos e a lógica da justiça burguesa que deu a essa máfia sindical o direito de enriquecer roubando os servidores.

A justiça do Rio, através de decisão da desembargadora e 1ª vice-presidente do tribunal de justiça Maria Inês da Penha Gaspar, concedeu o direito do Sindserj de receber o imposto sindical referente aos anos de 2016 e 2017. O desconto de janeiro foi retroativo a 2016 e no próximo mês de março será descontado o valor referente a 2017, de acordo com o artigo 578 da CLT. Como se não bastasse, ainda tramita um pedido para desconto retroativo desde o ano de 2011, ano que tal ação foi iniciada, ou seja, os servidores ainda poderão ser descontados de forma retroativa valores referentes aos anos de 2011 a 2015. Serão sete anos de desconto sindical, praticamente de uma vez, em meio a um dos piores cenários de crise e penúria que passam os servidores do Rio de Janeiro. Além da fome, da humilhação, da violência e descaso que estamos sofrendo, a Justiça mostra mais uma vez que não está ao lado dos trabalhadores e não se importa com suas dificuldades, causadas pelos esquemas para enriquecimento ilícito de quadrilhas que dominam o Estado. Desde a quadrilha do PMDB que segue no poder tocando os ataques e às quadrilhas sindicais que se escondem atrás da fachada de entidades de classe, como os membros da UGT-RJ que estão por trás do Sindserj.

Mas a história é ainda mais absurda, pois até servidores que já tem suas entidades de classe legitimas como os profissionais da educação, no caso o SEPE, seguem sendo descontados com aval do STJ e da Desembargadora Maia Inês. Em um vídeo feito pelo PJERJ (Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro) no início de 2015, a citada Desembargadora aparece numa entrevista dizendo o que o cidadão poderia esperar dela. Como estamos vendo, o que podemos esperar como cidadãos e servidores é descaso, falta de sensibilidade e injustiça.

É fundamental que nos organizemos para ir diretamente aos responsáveis pelo Sindserj, exigir que retirem tal ação e acabar com essa falta de respeito com a vida dos servidores. O SEPE entrou com ação para impedir o desconto de nossa categoria, mas isso é insuficiente diante do tamanho do ataque, já que outras categorias como o DEGASE representados pelo Sind-degase, que não tem carta sindical, seguiram sendo descontados. O poder judiciário já mostrou sua indiferença a nossa causa ao aceitar um pedido de uma entidade sem nenhuma legitimidade onde até mesmo a PGE já havia demostrado ser contrária diante das contradições que o Sindserj apresenta. Por isso fica claro que só a mobilização e pressão direta sobre o Sindserj pode mudar essa situação. A única informação concreta que existe sobre eles é que seus diretores são os mesmos da UGT-RJ, por isso é lá que devemos cobrar o fim deste absurdo.

 
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