Política

ELEIÇÕES 2018

Whatsapp admite utilização de aplicativo para manipulação das eleições de 2018

Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais da empresa, em discurso no Festival Gabo disse que houveram empresas que violaram os termos de uso do aplicativo para disparar mensagens de maneira massiva contra a campanha de Fernando Haddad.

terça-feira 8 de outubro| Edição do dia

Já no ano passado uma série de reportagens da Folha revelaram um esquema por parte de grandes empresários e companhias de informações na utilização do Whatsapp para disparar pacotes de Fake News contra a campanha de Fernando Haddad (PT), sem que esses gastos fossem declarados à Justiça Eleitoral.

Mais uma prova do caráter parcial, político e autoritário do Judiciário que pra além da prisão arbitrária de Lula por parte da Lava-Jato, multou Haddad e sua campanha pelo mesmo motivo, tendo fechado os olhos completamente para a prática da campanha. Um verdadeiro “vale-tudo” para dar continuidade ao projeto do golpe institucional que frente a falência do PSDB e a dificuldade de Alckmin emplacar como candidato competitivo teve que se reconciliar com seu “filho indesejado” da extrema-direita.

Nós do Esquerda Diário denunciamos cada medida arbitrária e autoritária por parte do Judiciário e a campanha demagógica de Bolsonaro, inimigo declarado dos trabalhadores, da juventude e dos setores oprimidos das mulheres dos negros e dos LGBTs. Levantando a exigência de liberdade imediata para Lula, sem que isso significasse qualquer tipo de apoio político ao PT e seu projeto de conciliação com os golpistas e que nos lugares onde governa como é o caso do Nordeste, atacam os lutadores pela educação com cortes de salário, aderem ao projeto de militarização das escolas e apoiam a reforma da previdência do Governo. Nesse sentido acompanhamos os trabalhadores votando criticamente em Fernando Haddad, para rechaçar completamente Bolsonaro e seu projeto de extrema direita, mas colocando como o PT não é uma alternativa capaz de derrotar os mesmos e se propõe a negociar nossas vidas para salvar esse sistema capitalista de miséria, opressão e exploração.

É preciso se apoiar na força da juventude que se levantou nos dias 15 e 30 de Maio, no exemplo da greve dos estudantes na UFSC e fortalecer o chamado para que a UNE (Também dirigida majoritariamente pelo PT (JPT) e PCdoB (UJS) por meio de suas juventudes) amplie e coordene nacionalmente uma greve contra o Future-se e os ataques da educação de Bolsonaro e do golpismo e questionar mais profundamente o processo das eleições manipuladas do ano passado que levaram a ascensão da extrema-direita.

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