Política

CRISE DE MANAUS

Vice do AM diz que Manaus foi cobaia de governo Bolsonaro para testar "imunidade de rebanho"

quinta-feira 6 de maio| Edição do dia

Imagem: Wikipédia

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (sem partido), fez uma declaração em entrevista feita pela Folha de São Paulo, onde afirma que os colapsos no sistema de saúde que ocorreram em Manaus fez parte de uma política consciente do governo Bolsonaro junto com o governo do Amazonas para implementar a política de imunidade de rebanho tão defendida por Bolsonaro e os negacionistas.

Almeida Filho está rompido com o governador do estado, Wilson Lima (PSC), desde o ano passado. Ele fez essa declaração enquanto ocorre a CPI da COVID no Senado que investiga as políticas de combate à pandemia. O vice-governador disse que Manaus virou um laboratório da política de contaminação, a “imunidade de rebanho”, que no fim serviu para a proliferação da CEPA amazonense que é muito mais agressiva.

A capital amazonense foi o epicentro da pandemia por dois momentos no Brasil, vivenciou um colapso no sistema de saúde e protagonizou cenas dramáticas de pacientes morrendo por falta de oxigênio. Almeida Filho apontou ainda, que a crise do oxigênio seria decorrente da demora do governador em acionar o governo federal, já que não que o governo não queria demonstrar que havia “má administração” para garantir insumos ao sistema de saúde.

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A denúncia que o vice-governador do estado fez não é nenhuma novidade. Desde o início da pandemia, Bolsonaro manteve sua postura negacionista diante do vírus, menosprezando as milhares de mortes e negligenciando qualquer medida emergencial para combater a pandemia, e o próprio caso da crise de oxigênio em Manaus foi um dos ápices, que também é de responsabilidade do governo de Wilson Lima, assim como de Almeida Filho que também faz parte do governo.

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A responsabilidade é de todo o Estado capitalista que segue negligenciando a pandemia enquanto milhares seguem morrendo todos os dias no Brasil enquanto o lucro dos grandes empresários aumentam. Nem mesmo a CPI da Covid sob comando do Senado, a casa mais antidemocrática do regime, será a saída para essa barbaridade que assola a vida da classe trabalhadora.

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