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VÉIO DA HAVAN

Véio da Havan demite 2.200 trabalhadores na páscoa em mais um show de crueldade

segunda-feira 13 de abril| Edição do dia

Luciano Hang, o "véio da Havan", demitiu em torno de 2.200 trabalhadores na páscoa. Os números, confirmados pelo Sindicato de Comerciários, foram divulgados em um grupo de Whatsapp de demitidos pelo reacionário empresário bolsonarista.

Depois de obrigar trabalhadores a furar a quarentena durante a páscoa-, e de publicar vídeos aonde mostrava trabalhadores agradecendo e rezando pela abertura da loja (após tê-os ameaçado com demissão em massa), o véio da Havan foi lá e cumpriu o prometido, demitiu mais de 2 mil, aproveitando o ataque aos direitos trabalhistas de Bolsonaro de Paulo Guedes que dá essa liberdade aos empresários.

No mês passado vimos a reação desprezível de empresários bolsonaristas dizendo que "morreriam alguns milhares" e dizendo que a economia não deveria parar por isso. Em seguida, por pressão do negacionista Bolsonaro, estes empresários seguiram podendo funcionar e furar a quarentena - isto é porque também Doria e Witzel, que propõe a quarentena e ameaçam prender quem desrespeitar, jamais se atreveriam à prender pessoas de sua mesma classe, os empresários capitalistas que estão seguem lucrando mesmo durante a pandemia.

Por causa destes e de outros é que não há direito à se fazer quarentena remunerada, pelo contrário, há a ameaça de demissão para os trabalhadores que não queiram colocar sua saúde em risco.

É preciso impor a expropriação da riqueza destes, que colocam em risco a vida de milhares. A taxação das grandes fortunas dos véios da Havan, do Madero e outros, poderia financiar um auxílio emergencial no valor de um salário de R$ 2 mil para todos trabalhadores. Poderia também financiar a produção de respiradores, a proteção dos profissionais da saúde e sua valorização, além de testes massivos.

Leia mais: Fora Bolsonaro, Mourão e os militares. O povo tem que decidir. Por uma Assembleia Constituinte livre e soberana




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