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[VÍDEO] Inteligência Artificial e Marxismo - Atividade de greve docente na UFPE

Redação

[VÍDEO] Inteligência Artificial e Marxismo - Atividade de greve docente na UFPE

Redação

Na última quarta-feira (8/5), ocorreu na Adufepe importante debate sobre a Inteligência Artificial e os trabalhadores do século XXI enquanto atividade de greve construída pelo pelo comando de greve local dos docentes da UFPE, Andes e Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho (GET) do Programa de Pós Graduação em Serviço Social da UFPE (PPGSS). Participaram o docente Sébastian Antonine, PhD em Ciências Sociais e Políticas pela universidade francesa Marie Curie Sklodowska, Gabriel Nogueira, mestrando em serviço social na UFPE, membro do GET, Esquerda Diário e MRT, tendo como mediadora Angela Amaral, professora do departamento de serviço social da UFPE.

O debate iniciou-se em ambas as intervenções expressando solidariedade aos atingidos pela catástrofe capitalista que vem atingindo o Rio Grande do Sul, que desmascara a enorme contradição do desenvolvimento tecnológico neste modo de produção que tem o lucro como único objetivo, produzindo foguetes espaciais “na perspectiva de colonizar Marte”, enquanto na Terra fenômenos naturais como a chuva ainda causam tragédias que afetam milhões, custando a vida de milhares, devido a destruição e crise ambiental.

Sébastian Antonine em sua intervenção desmistificou a inteligência artificial, criticando o discurso ideológico por detrás da ideia de ser um “inteligência” e ofereceu um panorama sobre o trabalho por trás da produção desta tecnologia, que conta com uma enorme massa de trabalhadores precarizados espalhados por todo o mundo. Ao final fez questão também de demonstrar que existe um processo de organização e questionamento por parte destes trabalhadores contra seu estado de exploração, como é o caso dos novos processos de sindicalização nos EUA, e utilização desta tecnologia para fins que vão contra o interesse da humanidade à serviço do grande imperialismo, como é o caso do estado genocida de Israel e sua relação com a Amazon e o Google.

Gabriel Nogueira em sua intervenção concentrou-se concentrou-se em fazer uma análise marxista da utilização das IAs para intensificação da exploração do trabalho, quando incorporada como parte do capital e meios de produção, e suas consequências para as tendências de precarização e proletarização do trabalho. Porém também fez questão de frisar que, sendo fruto do trabalho, o papel das tecnologias para humanidade, tal como se desenvolve no capitalismo, não está definido de antemão por fora da luta de classes, podendo o desenvolvimento relativo das forças produtivas ser também base para a emancipação da humanidade, caso haja a abolição da propriedade privada dos meios de produção, permitindo a construção de uma sociedade sem exploração, onde o trabalho e as capacidades humanas sejam efetivamente empregadas para os interesses da classe trabalhadora e do conjunto da humanidade.

A fala de Gabriel Nogueira pode ser visualizada na íntegra pelo gravação disponibilizada por Sônia Fardin que compartilhamos aqui:


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