Mundo Operário

Universidades Estaduais de São Paulo se mobilizam para votação da LDO

Bruno Gilga

Diretor de Base do Sindicato da USP.

terça-feira 30 de junho de 2015| Edição do dia

Neste dia 30 deve ir a votação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias, para o ano de 2016. Nela se define o percentual do ICMS recebido pelas universidades. O Fórum das Seis, que reúne as entidades de professores, trabalhadores e estudantes da USP, UNICAMP, UNESP e Centro Paula Souza aprovou um dia de mobilização e paralisação nesta data.

Os trabalhadores da USP preparam uma nova paralisação para o dia. Como no último dia 23, a manifestação levantará também as reivindicações de sua pauta específica, como contratações, manutenção do Hospitais, reajuste dos benefícios alimentares, e retirada dos processos ao sindicato e seus ativistas, sobre a qual a reitoria não ofereceu nada na primeira reunião, no início de junho, marcando a próxima somente para o início de julho.

Estas reivindicações devem estar ligadas à defesa de mais verbas paras a universidades e para toda a educação, por uma série de razões. As reitorias alegam a crise financeira como motivo para uma série de cortes e medidas de desmonte das universidades. Ao mesmo tempo, se negam a publicar suas contas, os dados brutos de seus gastos, das fundações e empresas terceirizadas, pra que se possa ver a origem desta crise, e os gastos com seus privilégios. Em todo caso, para não somente manter, mas democratizar a universidade pública, é fundamental aumentar o investimento público, assim como em toda a educação, que vem sofrendo os maiores cortes em todo o país. As universidades tiveram quase um terço de seu financiamento cortado quando ganharam autonomia em 1989, e recebem o mesmo percentual do ICMS desde 1995, apesar de terem sobrado no mesmo período. Nos últimos anos o governo ainda vem realizando o repasse levando em conta o ICMS já descontado de uma série de gastos, resultando em corte de R$1 bilhão para as universidades só nos últimos dois anos, e isso também estará em votação.

Assim, é fundamental fortalecer esse dia de paralisação em cada local de trabalho e estudo, ligando as reivindicações mais concretas, contra o desmonte da universidade e os ataques às condições de trabalho, estudo, e de vida, à luta pelo financiamento público das universidades e de toda a educação!




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