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RACISMO

Unimed faz festa racista, tendo como cenário uma favela e um preto como serviçal

terça-feira 10 de setembro| Edição do dia

A gigante operadora de planos de saúde, Unimed, gerou revolta nas redes sociais ao publicar fotos de uma festa, promovida pela empresa, cuja decoração simulava o ambiente de uma favela.

Dentro da concepção estereotipada dos organizadores, o cenário contou com paredes com tijolos expostos, fios de ligação elétrica clandestina, roupas penduradas no varal e até uma pia cheia de louça.

Além do cenário, a divisão social se enfatizou mais uma vez na cor da pele daqueles que trabalhavam na festa e os que gozavam felizes a romatização da desigualdade social.

A festa foi promovida para os médicos cooperados da Unimed de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), e ocorreu na última sexta-feira (6). O tema do evento era “País das Maravilhas”. Mais uma mostra da elitização da classe médica brasileira, com cursos extremamente caros e mesmo nas universidade públicas de difícil acesso pelo filtro do vestibular.

Em nota a empresa ainda teve a cara de pau de tentar se justificar alegando que o evento, “em linha com o compromisso social inerente ao Sistema Unimed, buscou despertar entre os convidados o senso crítico sobre a desigualdade social”. A empresa diz ainda que a ideia da festa era “retratar as mais diversas facetas do Brasil, apresentando em diferentes momentos e cenários símbolos socioculturais de orgulho dos brasileiros, como a magia do carnaval, os bonecos de Olinda, as baianas e os acarajés de Salvador, o futebol, entre outros elementos regionais”.

Enquanto milhões de brasileiros sofrem na pele a desigualdade social, tendo de se submeter a situações indignas de moradia e vida, para a elite nacional o problema não passa de mero cenário estereotipado para posar em suas festas de bacana.




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