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Unicamp: Assembleia dos estudantes já, para decidir os rumos do DCE e organizar o dia 18

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segunda-feira 9 de março| Edição do dia

Unicamp sem DCE: Como vamos organizar nossa luta e enfrentar Bolsonaro no dia 18?

Mais de 3 mil estudantes ingressaram na Unicamp esta semana. Um ano marcado já pelos absurdos dos Erros do Enem e agora pelo projeto autoritário de Bolsonaro, que convoca manifestações reacionárias no dia 15 e se apoia nas forças armadas e nas milícias que mataram Marielle. Na Unicamp, é o segundo ano das cotas étnico-raciais, uma conquista que não é acompanhada da ampliação da permanência estudantil. No próximo dia 18, está sendo chamado um dia em defesa da educação, mas na Unicamp os ingressantes de 2020 tiveram uma surpresa: estamos sem DCE, porque a prestação de contas da chapa que deveria tomar posse, composta pela UJS (juventude do PCdoB), foi negada pós eleições pela Comissão Eleitoral, já que não apresentaram comprovantes dos seus gastos com a campanha. Como organizar nossa luta na Unicamp e enfrentar Bolsonaro dia 18?

Acreditamos que é urgente que as entidades estudantis da Unicamp (CA’s), em que alguns são gestionados pelas juventudes do PSOL e PCB, vejam a necessidade de convocar imediatamente uma Assembleia Geral dos Estudantes da Unicamp. Um espaço aberto e democrático onde estudantes de diversos cursos possam debater e que possamos decidir os rumos do nosso DCE (Diretório Central dos Estudantes), que é uma entidade que tem como tarefa organizar politicamente os estudantes de toda a universidade contra os ataques que sofremos das reitorias e dos governos.

É um completo absurdo que frente aos ataques de Bolsonaro à educação e às entidades estudantis, uma chapa que é composta pela juventude que dirige a UNE, como é a UJS, tenha tamanha irresponsabilidade com a questão financeira, não apresentando comprovantes de seus gastos durante as eleições. Se fazem isso com suas próprias chapas, como vão gestionar nossas entidades?

Não à toa, é essa mesma juventude que à frente da UNE, junto com a juventude do PT, separou, no ano passado, a luta da juventude pela educação e dos trabalhadores contra a reforma da previdência, chamando atos separados. Isso porque, enquanto se dizem contra os ataques, seus governadores estão aplicando as reformas da previdência nos estados do Nordeste que governam. Para organizar nossa força contra os ataques à educação no dia 18 e exigir justiça à Marielle no dia 14, a UNE deve convocar assembleias de base em todos as universidades que dirigem as entidades, também colocando como conteúdo a luta contra as reformas.

Se Bolsonaro e sua corja ataca a UNE e todas as entidades para atacar também a organização dos estudantes, devemos defendê-las com toda nossa força. Para isso, nossas entidades devem ser ferramentas de organização política dos estudantes, com espaços de debates, reflexão e decisão dos estudantes e com suas finanças impecáveis, abertas e debatidas com o conjunto do movimento estudantil. Só assim, teremos entidades que se coloquem à altura de enfrentar os ataques da reitoria que hoje precariza a permanência, abre as portas da Unicamp à iniciativa privada e ameaça 330 trabalhadoras do bandejão de demissão, e contra os ataques de Bolsonaro à educação de conjunto, como é o ataque à meia-entrada, os cortes nas pesquisas, os ataques à permanência e todas as reformas.

Assembleia Geral dos estudantes já, para decidir os rumos do DCE e nos organizarmos para os dias 14 e 18!




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