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UGT e Força Sindical defendem que MP de Bolsonaro que corta salários seja permanente

A UGT e Força Sindical, descaradamente as centrais sindicais que não representam os trabalhadores, mas que fazem coro juntos aos patrões para retirar mais direitos dos trabalhadores com suas políticas de conciliação de classes e acordos burocráticos, defendem corte de salários e jornadas durante o “período de crise”, numa leva em que mais de 6,5 milhões de acordos coletivos e individuais foram fechados, incluindo suspensão de contratos, redução de jornadas e salários.

terça-feira 12 de maio| Edição do dia

UGT e Força Sindical, aderem mais uma vez a uma política estritamente dos patrões e, mais, elaborada por Bolsonaro-Guedes, que prevê a redução de salários de milhões de trabalhadores ao custo de uma reposição dos vencimentos com a ajuda do Estado. Minimizando assim, e muito todo, o patrimônio lucrativo das empresas e jogando aos trabalhadores sindicalizados ou não, a responsabilidade de levar esta crise econômica em suas costas.

Mais especificamente, estamos falando de um apoio à MP 936, que dispõe sobre o governo pagar de R$ 261,25 a R$ 1.813,03 por trabalhador, dependendo de quanto a patronal deseja pagar a seus empregados. O valor será calculado de acordo com a parcela do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito, se fosse demitido, e segue o mesmo porcentual da redução de jornada e salário. Por exemplo, um corte de 30% significa um benefício equivalente a 30% do seguro, contudo, tal equivalência significa uma grande redução na renda de muitos trabalhadores que dependem de seus salários para sobreviver.

O mais assombroso deve ser a fala de Sérgio Leite, atual primeiro secretário da Força Sindical, em “Temos defendido sua ampliação e que essa política possa ser permanente, para ser utilizado em períodos de crise”. Leite, hipocritamente chama a MP 936 de “política de manutenção de emprego” (!) sim, parece mesmo o senhor Paulo Guedes defendendo seus planos econômicos, a mesma MP que suspende contratos e dá aval para a demissão em massa.

Por outro lado, da mesma moeda, o discurso do presidente da UGT, Ricardo Patah, é dizer ser fundamental que o País tenha um “mecanismo permanente para manter empregos”, que funcione como uma espécie de “amortecedor automático” durante períodos de dificuldade para as empresas, pois “Sempre temos alguma crise” diz Patah, que se dispõe para defender os lucros das empresas, solucionar os problemas dos patrões e atacar os salários dos trabalhadores.

Devemos, então, alertar esse senhor burocrata, que a “crise empresarial” não é um conjuntural, é estrutural, e não só do Brasil, mas do capitalismo global, ou seja, este remendo da histórica queda de lucros das grandes empresas, que Patah defende juntos dos patrões, tem por objetivo se tornar uma política permanente daqui em diante, pois já existem pesquisam de analistas informando ser esse momento enfrentado de maior crise que toda a América Latina já passou, pensando no agravamento que isso significa do ponto de vista de serem países subdesenvolvidos e dependes dos centros capitalistas estadunidenses e europeus.

Mas deixamos explicitamente denunciado que esse “amortecedor de crises” proposto e defendido pelas centrais sindicais mencionadas, são os amortecedores da crise capitalista para os próprios capitalistas. A UGT e Força Sindical, ao contrário de defenderem brutalmente as demissões em massa, impedir cortes de salários e defender um auxílio dígno para os impactados pela crise, mediam as respostas da patronais junto de seus trabalhadores sindicalizados, isso não significa, senão, que sejam as centrais traidoras da classe trabalhadora!

Já viemos anteriormente denunciando essas organizações patronais (pois não merecem ser chamadas de centrais sindicais, dada a extrema conciliação de classes que promovem), quando, por exemplo, a Força Sindical apoiou reforma da previdência de Temer, em partes, em pleno 1° de Maio de 2018, indo contra a greve geral, com Paulinho da Força dizendo ser melhor somente “enxugá-la” para “combater privilégios”. A mesma Força Sindical produziu um app, em seu site no Sindicato dos Metalúrgicos de SP, para receber e homologar acordos dos trabalhadores com as patronais da MP 936, viabilizando com mais rapidez os ataques aos salários e direitos. Além de UGT e Força terem sido as centrais mais que fizeram coro ao ato deste último 1° de Maio, com os grandes inimigos da classe trabalhadora, como FHC, Toffoli, João Dória ou Maia.

Neste mês: Contra o 1º de maio das centrais com inimigos do povo como FHC e Maia, por um ato independente pelo Fora Bolsonaro e Mourão

Nós do Esquerda Diário, MRT, batalhamos contra as políticas patronais e defendemos os trabalhadores de burocratas e oportunistas que se disfarçam em pele de “sindicalistas”, quando na verdade são os gestores da crise capitalista dentro das organizações de trabalhadores, encastelados por anos em aparatos sindicais e sem contato diário com a sua base.

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Defendemos um programa de contrapartida, que antes de tudo luta pela auto organização dos trabalhadores neste momento de crise sanitária e econômica que devem superar estas burocracias sindicais que trabalham para Bolsonaro e Guedes e arrancar a proibição das demissões e garantia de todos os salários e direitos, além de EPIs para os que continuam a trabalhar e afastamento remunerado dos trabalhadores do grupo de risco; por um salário de R$2000 para todos os desempregados e informais afetados pela crise, não abrindo espaço às MPs bolsonaristas que deixem os trabalhadores sem salários, empregos e sem a própria vida no final. Os 1,2 trilhões destinados aos grandes bancos podem cobrir essas exigências para preservar as condições de trabalho e vida e não para os lucros dos bancos.

Dizemos: Fora Bolsonaro, Mourão e Militares!

Nenhuma confiança em Maia, Congresso e STF, e governadores! Que os trabalhadores organizados decidam os rumos da crise capitalista, por uma Assembleia Constituinte, Livre e Soberana!




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