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UFMG: Conheça a chapa 3 - Nosso futuro vale mais que o lucro deles – para as eleições do DCE

Conheça as ideias e propostas da Chapa 3 - Nosso futuro vale mais que o lucro deles, formada por militantes da Faísca e independentes para as eleições do DCE da UFMG.

Nosso futuro vale mais que o lucro deles

Chapa 3 para as eleições do DCE da UFMG

sexta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Nosso futuro vale mais que o lucro deles

Nós da chapa 3, antes da conformação de chapas, chamamos os estudantes em luta contra Bolsonaro, os CAs e DAs que vieram sendo instrumentos de organização dos estudantes, e os grupos de esquerda que compunham o DCE e atualmente estão na Chapa 1, para construirmos uma plenária que pudesse fazer dos estudantes sujeitos de debater qual unidade e programa necessários para o DCE da UFMG, batalhando por uma estratégia para vencer Bolsonaro e seus ataques. Tivemos o apoio de mais de 100 estudantes além de professores, mas infelizmente os grupos do atual DCE não se unificaram para a construção dessa plenária.

Somos estudantes que estivemos nas ruas lutando contra o projeto dessa direita. Lutamos por nenhuma a menos e pelo direito ao aborto livre, legal, seguro e gratuito, pelo direito das mulheres ao próprio corpo e repudiamos cada reacionarismo num país em que a população LGBT é a mais assassinada do mundo. Defendemos as cotas perante qualquer ataque da direita que não suporta ver jovens negros na universidade. Estamos lado a lado dos trabalhadores e dos movimentos sociais em cada luta por nossos direitos à vida, à moradia, ao trabalho digno, à cultura livre, a amar e ser quem quisermos.

Ninguém pode continuar vivendo a angústia diária de não saber se seus familiares irão voltar para casa ou se serão “mais um” para incorporar as estatísticas racistas dos alvejados à bala, dos jovens que tem sua vida roubada em empregos precários e mal pagos como os da Rappi, iFood e Uber Eats, dos mutilados em acidentes de trabalho, dos submersos em lama. Tudo pela sede de lucro de capitalistas herdeiros da casa grande e de governadores que tem suas mãos sujas de sangue negro.

Bolsonaro faz apologia à ditadura e tenta impor a censura na arte e nas escolas, persegue a esquerda e os movimentos sociais e visa precarizar ainda mais o financiamento à cultura, acabar com nossas universidades e destruir a Amazônia. Esse regime apodrecido, fruto do golpe e da Lava Jato, prendeu arbitrariamente Lula, impedindo a população de votar em quem quisesse. Nossa chapa defende a liberdade imediata de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT e seus anos de governo gerindo os lucros dos capitalistas.

Não nos calamos frente ao recente assassinato de Ágatha Félix e das vidas negras arrancadas pela polícia racista. Lutamos por justiça para Marielle Franco. Apenas uma ampla mobilização social impulsionada pela esquerda por uma investigação independente poderia obrigar o Estado a responder quem mandou matá-la. Rechaçamos a polícia de Zema seguir os passos bárbaros de Witzel, atirando de helicóptero no Aglomerado da Serra, enquanto o governador aprofunda o ajuste fiscal que já havia com Fernando Pimentel e ameaçar privatizar a Cemig e a UEMG.

Somos mulheres, negros, LGBT’s, trabalhadores e filhos de mulheres e homens que batalham diariamente contra o futuro de miséria que o capitalismo quer nos reservar.

Por um Encontro de estudantes, técnicos e professores da UFMG após as paralisações dos dias 2 e 3 para definir nossos próximos passos

Estamos em luta contra Bolsonaro, agora precisamos nos organizar para vencer! Não podemos nos contentar com atos espaçados convocados pela UNE de maneira desarticulada com a luta dos trabalhadores e sem organização pela base. Pela importância dos estudantes, professores e técnicos da UFMG nos últimos atos contra os ataques de Bolsonaro, não temos dúvidas de que a articulação desse Encontro servirá para darmos um passo sólido na batalha por coordenar nossas lutas.

Por isso, chamamos todas as chapas que estão em campanha para o DCE, os CAs e DAs, Apubh, Sindifes, coletivos de negritude, de LGBTQ+, de ações afirmativas, de estudantes indígenas e do campo a construirmos imediatamente após a greve marcada para os dias 2 e 3 de outubro um grande encontro com a participação de toda a comunidade da UFMG, para tirarmos as lições e avançarmos para além das mobilizações parceladas. É urgente um espaço como este, com liberação de aulas e sem corte de ponto aos trabalhadores por parte da Reitoria, para traçarmos um plano de lutas capaz de respondermos agilmente aos ataques.

Um Encontro assim será um trampolim para uma aliança com os trabalhadores da educação que também são linha de frente contra os ataques de Bolsonaro em nosso estado, e com movimentos de mulheres, negros e indígenas, de forma a conseguirmos sair da bolha e dos muros da universidade para potencializar nossas forças contra os ataques de Zema e Bolsonaro.

A UNE deve coordenar e massificar nacionalmente a juventude com um plano de lutas que vença Bolsonaro

A falta de um plano de lutas para organizar pela base as manifestações e ligá-las a uma estratégia que pode se enfrentar com o governo tem cobrado seu preço pois Bolsonaro segue com os ataques, e só se justifica porque o PT e PCdoB, que dirigem grandes centrais sindicais e cujas juventudes estão à frente na direção majoritária da UNE (UJS e Levante, as mesmas que compõe a chapa 2 dessas eleições) não aprenderam nada com a experiência de suas alianças com as bancadas da bala, do boi e da bíblia que abriram espaço para Bolsonaro.

Hoje precisamos perguntar aos membros da chapa 2: por que os governadores do PT e do PCdoB apoiam a reforma da previdência, cujo avanço na câmara permitiu ao governo atacar mais ainda a educação, ao invés de combatê-la completamente? Por que a UNE, a CUT e a CTB convocam separadamente dias isolados de luta sem organizar, com assembleias em cada local de estudo e trabalho, toda a força e disposição de luta da juventude e dos trabalhadores, para se mobilizarem e paralisarem juntos?

É dever da UNE organizar desde a base a greve de 48h dos dias 2 e 3 com assembleias em todos os locais de estudo, e articular com os sindicatos de trabalhadores paralisações em categorias como os correios e petroleiros, que lutam contra as privatizações. O DCE da UFMG precisa cumprir um papel na batalha por uma coordenação das lutas, começando por exigir da UNE um plano de lutas nacional, determinante para vencermos Bolsonaro. Nossa entidade pode ativar as forças de outras entidades estudantis, como o DCE da UFRJ, UFRGS e UNIFESP, compostas pelos mesmos grupos que estão na Chapa 1, para unirmos as lutas em curso no país. A Associação de Pós Graduandos da UFRJ, da qual a Juventude Faísca fazemos parte, já fez um chamado a outras entidades nesse sentido.

Por um DCE militante e democrático! Queremos que os estudantes sejam sujeitos políticos dentro e fora das universidades

  • Contra o Future-se.
  • Pela suspensão dos cortes e a reativação imediata das bolsas.
  • Contra qualquer retrocesso nas cotas. Pelo fim do vestibular: queremos acesso a todos.
  • Pela revogação da PEC do teto dos gastos.
  • Pela estatização das universidades privadas, sem indenização aos empresários, para termos mais vagas públicas.

Os grupos que compõem a chapa 2 estiveram à frente do DCE em 2016, ano das ocupações de prédios, e foram fortemente reprovados pelos estudantes nas eleições seguintes, já que desarticularam as entidades de base de cada curso e as lutas desde a base dos estudantes contra a PEC do fim do mundo.

  • Por um movimento estudantil mais forte e entidades mais democráticas, defendemos a proporcionalidade na composição de todas as gestões, modelo usado em várias entidades estudantis e sindicatos, em que a diretoria da entidade é composta pelas chapas de forma proporcional à votação recebida por cada uma.
  • Pela construção de um congresso estudantil o mais amplo e democrático possível para fazer Bolsonaro e Weintraub tremerem.

Por uma UFMG a serviço dos trabalhadores e da maioria da população

Quando esse governo ataca a universidade pública com o contingenciamento, as intervenções nas reitorias, o Future-se e os cortes de bolsas, ele quer dar o recado de que estudar não é para toda a juventude e que o conhecimento deve estar a serviço dos lucros de grandes empresas, do agronegócio e das mineradoras, de transformar nosso país numa verdadeira fazenda do mundo, submissa aos interesses imperialistas. Querem arrancar toda a crítica e conhecimentos aqui produzidos.

Se a reitoria da UFMG se propõe a defender o ensino, a pesquisa e a extensão, é mais do que essencial que não se adapte aos cortes do governo à custa dos setores mais precários: exigimos reativação imediata das mais de 1000 matrículas canceladas pelas novas regras impostas pela reitoria; readmissão de todos trabalhadores terceirizados demitidos; fim da terceirização, que tem rosto de mulheres negras, com a efetivação dos terceirizados sem concurso público.

Defendemos a autonomia universitária, mas acreditamos que é necessário avançar na forma como a universidade é gerida. Hoje o Reitor sequer é eleito por voto direito. Se esse governo reacionário de Bolsonaro radicaliza e coloca interventores nas universidades, nós também podemos radicalizar na luta por uma gestão universitária comprometida com as resoluções das principais mazelas da população.

  • Por uma gestão universitária realmente democrática composta, proporcionalmente, por estudantes, técnicos e professores.
  • Por uma assistência estudantil para toda demanda, sem a FUMP e controlada pelos estudantes.
  • Em defesa da saúde mental dos estudantes: chega de lógica produtivista; pela liberdade para pesquisar, direito à permanência, atividades culturais, políticas e de lazer!

O capitalismo destrói o meio ambiente. DESTRUAMOS O CAPITALISMO! Pela estatização da Vale sob gestão dos trabalhadores e controle popular

Frente aos bárbaros rompimentos de barragens em MG e as queimadas na Amazônia, submetida aos interesses do agronegócio que o projeto Future-se tanto visa beneficiar, reivindicamos o método da greve estudantil puxada pelo movimento “Fridays for future”, assim como medidas contra os grandes empresários. Sabemos que a batalha pelo meio ambiente e pela vida precisa ser anticapitalista.

Enquanto já sentimos dificuldade de respirar em BH, Trump e Bolsonaro negam o aquecimento global e as mudanças climáticas em nome dos interesses dos grandes monopólios. Mas não existe capitalismo verde, não há saída para a vida sustentável com o meio ambiente enquanto o sistema girar ao redor do aumento constante de lucro, por isso não nos iludimos com a demagogia de imperialistas como o presidente da França, Emanuel Macron.

BH e a região metropolitana estão em risco de abastecimento hídrico devido aos planos diretores que visam os lucros dos grandes especuladores imobiliários em detrimento das regiões hídricas e da moradia digna para a população que não tem casa pra morar, e também ao crime da Vale em Brumadinho que poluiu a Bacia do Rio Paraopeba e ainda assassinou quase 300 trabalhadores. Frente aos crimes de Mariana e Brumadinho batalhamos para que o movimento estudantil defenda a estatização da Vale sob gestão dos trabalhadores, e que a mineração tenha um controle por parte da população, com representantes eleitos nas universidades, movimentos sociais e comunidades atingidas pelas barragens, para que possamos abandonar este modelo predatório de mineração e adotar um modelo compatível com a vida humana e de outras espécies.

A Chapa 3 defende o rompimento dos acordos que a UFMG tem com a Vale, estando a serviço de dispor seus conhecimentos e projetos para atender as necessidades da população atingida pelas tragédias e pelos impactos da mineração, e não aos lucros dessa empresa criminosa.

Construa com a gente essas ideias e nessas eleições vote Chapa 3 nos dias 8 e 9 de outubro. Nosso Futuro Vale Mais que o Lucro Deles!




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