Economia

IMPERIALISMO

Trump impõe sanções totais contra Venezuela, estrangulando economicamente a população

Depois de fracassar em sua tentativa golpista articulada junto com a oposição de direita fantoche venezuelana, o governo norte-americano congelou todos os bens do país nos EUA e proibiu transações para estrangular a economia da Venezuela e colocar a população numa situação ainda mais desesperadora da que já vem sofrendo com a política catastrófica e autoritária do regime de Maduro.

terça-feira 6 de agosto| Edição do dia

Ao contrário da retórica imperialista e golpista sustentada por Trump e figuras como Bolton e Pompeo, os EUA nunca quiseram “ajudar democraticamente os venezuelanos”, a prova disso são essas próprias sanções anunciadas nesta segunda-feira que longe de representarem uma política “humanitária” colocam a vida da população deste país em uma situação de ainda mais calamidade pública. Há 30 anos que a política norte-americana não tomava medidas tão duras quanto essa e apenas Cuba, Coreia do Norte, Irã e Síria sofrem restrições tão pesadas atualmente.

Essas sanções fazem parte da política imperialista de Trump que, por um lado busca aprofundar sua ingerência sobre a região (fazendo da América Latina nova e abertamente seu “quintal”, aprofundando sua submissão), por outro lado buscam tirar o foco de suas próprias e frequentes tensões internas (usando sempre esse “inimigo externo”), como agora a recente crise aberta pelo maior massacre contra hispânicos na história moderna dos EUA, motivado por racismo e xenofobia, ambos alimentados pelo próprio discurso e ações do presidente dos EUA. Ambos elementos se relacionam também com a aspiração de Trump e dos Republicanos em buscar a reeleição em 2020, que usa esses tipos de medidas e discursos para fomentar sua base mais reacionária e de ultra-direita que os sustenta e pode garantir a Casa Branca nas próximas eleições presidenciais.

Em meio à escalada da guerra comercial contra a China, as tensões que envolvem o Irã, entre outras ofensivas na arena geopolítica internacional, os EUA e os países potência no mundo capitalista atualizam as definições de “crises, guerras e revoluções” que marcam a época imperialista, sintetizada por Lenin, que com um arranjo diferente do que aconteceu no século XX também empurra agora no século XXI a humanidade para o cenário das grandes catástrofes sociais, uma verdadeira barbárie que só um programa verdadeiramente socialista pode nos salvar.

Repudiamos as sanções econômicas contra a Venezuela, assim como toda a ofensiva golpista de Trump em toda a américa latina, apoiados por Guaidó, Bolsonaro e Macri, que quer atacar todos os direitos sociais dos trabalhadores e da população, e até mesmo as mínimas condições de sobrevivência, impondo mais submissão desses países ao capital financeiro internacional para recompor suas altas taxas de exploração e lucro, uma verdadeira espoliação das riquezas nacionais. Não podemos aceitar essa ingerência política e econômica norte-americana que faz com que o povo venezuelano pague com suas próprias vidas a crise que os capitalistas criaram, mas essa luta anti-imperialista deve ser dar com independência de classe e sem prestar qualquer apoio político ao Maduro, que também é responsável pela situação de desespero que vive a população.

Veja também:
MRT repudia nova tentativa de golpe pró-imperialista de Guaidó na Venezuela
SINTUSP reafirma rechaço à intervenção golpista dos EUA na Venezuela sem dar nenhum apoio a Maduro
Frente de Esquerda argentina repudia nova tentativa de golpe na Venezuela




Tópicos relacionados

Fora imperialismo da Venezuela   /    Guerra comercial EUA x China   /    Donald Trump   /    Nicolás Maduro   /    Venezuela   /    Economia   /    Política   /    Internacional

Comentários

Comentar