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INVASÃO DO HAITI

Tribunal popular denuncia atrocidades durante invasão do Haiti comandada pelo Brasil

O tribunal popular que começou nesta terça-feira desmascara a opressão sofrida pela classe trabalhadora haitiana durante 13 anos de invasão militar pelas tropas da ONU lideradas pelo Brasil

terça-feira 20 de outubro| Edição do dia

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Inicia-se nesta terça-feira o Tribunal Popular Contra os Crimes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) na capital da nação caribenha, Porto Príncipe, e tem como objetivo exigir justiça e reparação às vítimas dos abusos cometidos pelas tropas da ONU no país.

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No dia 1° de junho de 2004, a invasão, chamada pelo imperialismo e pelo governo Lula de “missão de paz”, teve como objetivo conter a revolta generalizada das massas e garantir a manutenção de regimes e governos que atendam aos interesses capitalistas de que o Haiti seguisse sendo uma semicolônia, submetido às piores condições de penúria e sendo celeiro de mão de obra barata no Caribe para as empresas têxteis.

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Durante os 13 anos de ocupação militar, as tropas brasileiras não levaram mais do que opressão, como obrigar as mulheres haitianas a serem escravas sexuais em troca de comida (denúncia veiculada em diversos periódicos, veja aqui, aqui e aqui, prática comum das tropas de ocupação da ONU*), desrespeitando os mais elementares direitos civis com invasão permanente das residências pelo exército, que também promoveu o desvio e ocultamento de alimentos, assassinatos, proibição de atos e repressão a manifestações políticas, destruição da infraestrutura do país promovendo catástrofes sociais.

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Um dos principais desses desastres humanitários denunciados pelo Tribunal é a epidemia de cólera que deixou milhares de mortos no país. Até outubro de 2010 não havia registro de casos da doença. A infecção se proliferou a partir da chegada de tropas do Nepal que integraram a Minustah. As estatísticas oficiais citam 10 mil mortes provocadas pela doença, enquanto especialistas falam em 50 mil óbitos, como é o caso do epidemiologista francês Renaud Piarroux, que esteve no país para estudar a epidemia.

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Com informações do Brasil de Fato




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