Trabalhar aos domingos: Esquerda Diário viraliza denúncias sobre MP de Bolsonaro. Apoie o ED

Contra MP 881, que nos fará trabalhar aos domingos, o Esquerda Diário chega a mais de meio milhão de pessoas em apenas dois dias. Precisamos do seu apoio.

sexta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Na terça-feira (13/08), se aprovou na Câmara dos Deputados a Medida Provisória 881. Essa medida de Bolsonaro vem para aprofundar a reforma trabalhista de Temer, aprovada em 2017. Seu objetivo, entre outras coisas, é buscar precarizar ainda mais as condições de trabalho e extirpar os direitos trabalhistas, e tem como primeira medida permitir que o patrão possa nos obrigar a trabalhar aos finais de semana, incluindo os domingos. Além disso, como já denunciado pelo Esquerda Diário, essa medida atinge também categorias como professores e bancários.

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A grande mídia buscou esconder o verdadeiro conteúdo da MP, fazendo coro com o governo ao nomeá-la de “MP da Liberdade Econômica”, ou até mesmo “minirreforma trabalhista", a reforma da "modernização" e da "desburocratização". Na verdade, de modernização essa medida não tem nada: trata-se de um ataque que fará retroceder ainda mais em relação a direitos trabalhistas, nos legando condições de trabalho dignas às condições do século XIX, que enquanto os ricos e poderosos mantinham seus privilégios, os trabalhadores não tinham sequer dia de descanso e férias remuneradas como um direito garantido.

Esquerda Diário como ferramenta de denúncia ao Governo Bolsonaro

E meio à aprovação da MP e da escancarada tentativa da grande mídia de esconder seu real conteúdo, o Esquerda Diário emergiu com inúmeras denúncias contra mais esse ataque. Em apenas dois dias foram mais de meio milhão de leitores que se informaram pelo portal, de acordo com os dados registrados pelo Google Analytics:

Quando a grande mídia esconde dos trabalhadores a verdade sobre os ataques que um governo de extrema-direita como o de Bolsonaro, é isso que acontece. Por isso, o Esquerda Diário veio dando duras batalhas em forma de denúncias contra o avanço do autoritarismo em todo país; escancarou o conteúdo nefasto de toda reforma da previdência (e não somente alguns de seus pontos como fez parte da suposta esquerda "progressista"), denunciou cada medida de retirada de direitos e também batalhou pela unificação da juventude e dos trabalhadores na luta contra o fim da aposentadoria e dos cortes na educação.

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Nesse sentido, para manter o portal de pé, com fortes denúncias de cada ataque do governo Bolsonaro contra os trabalhadores e oprimidos, nós precisamos do seu apoio financeiro. O Esquerda Diário é uma mídia totalmente independente, que não recebe nenhum centavo dos governos ou empresários, e conta somente com a contribuição de trabalhadores, jovens, mulheres, negros, LGBTs e setores que apoiam as ideias do MRT, organização que impulsiona o portal aqui no Brasil, e desde 2016, vem lutando contra o golpe institucional e seus efeitos, como a prisão arbitrária de Lula.

A nível internacional, a nossa rede de diários já está presente em 12 países e em 8 idiomas, tendo os Estados Unidos e a Itália como suas seções mais recentes. Contudo, para expandir o diário aqui no Brasil, precisamos de apoio financeiro, por isso chamamos nossos leitores a contribuírem com pequenas doações. Entenda como clicando aqui.

Por que construir uma mídia militante?

Em 1921, o revolucionário italiano, Antonio Gramsci, enquanto transformava o jornal L’Ordine Nuovo em um verdadeiro periódico com mais de 6 mil tiragens, chegou a falar de um “jornalismo integral”, ou seja, um “jornalismo que não queira apenas satisfazer todas as necessidades de seu público, mas que pretende criar e desenvolver estas necessidades e, em certo sentido, gerar seu público e aumentar progressivamente sua área de influência”.

Isto é, um jornal que assegure a uma organização revolucionária dos trabalhadores a possibilidade de chegar às massas com seu programa de transformação radical da realidade, combatendo todo tipo de ataque capitalista, mas também combatendo aqueles que se colocam contra o desenvolvimento das lutas operárias para um sentido de completa transformação da sociedade burguesa, como fazem os reformistas e as burocracias sindicais.

Buscamos construir um diário que sirva como ferramenta para a luta de classes, tendo como perspectiva a construção de um partido revolucionário que supere a tragédia petista da conciliação de classes, e que organize os trabalhadores não para votar a cada 2 anos visando pequenas reformas nesse sistema apodrecido, mas pela construção de um governo de trabalhadores, socialista, livre de toda exploração e opressão a que estamos submetidos hoje.




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