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Teto de R$ 500 para saque do FGTS é piada de Guedes, Onyx e Bolsonaro com os trabalhadores

Segundo dados do SPC, com R$ 500, quase da metade da população brasileira, não chegaria nem perto de pagar suas dívidas.

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

FOTO: Marcos Corrêa

Depois do profundo ataque contra os trabalhadores com a Reforma da Previdência, tornando ainda menos digna a aposentadoria, agora o governo tenta apresentar outras medidas para um mínimo aquecimento da economia, como a liberação do saque do FGTS. Mas, segundo declarações de OnyxLorenzoni, Ministro da Casa Civil, nós trabalhadores não poderemos nem nos sentir minimamente aliviados com a tal medida, pois existirá um teto de saque de apenas R$ 500 reais.

Antes a proposta era de um valor máximo de R$ 3 mil, mas o governo já deu para trás, sendo divulgada agora a proposta de um teto de 500 reais apenas. Segundo pesquisas realizadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a média do inadimplente, ou seja, a média da dívida do brasileiro, alcança o valor de R$ 3.252,70, sendo que no total da população adulta do país, 41% está com dívidas.

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Outra mudança na proposta será a também possibilidade de retirada do FGTS das contas inativas, ou seja, tanto aqueles que trabalham como os desempregados que possível saldo de retirada no FGTS, poderão efetuar o saque. Além disso, existirá uma proporcionalidade que ainda não foi detalhada, mas entende-se que aqueles com um menor valor retido, poderão retirar uma porcentagem maior do valor total, e os que possuem valores maiores para retirar, sofrerão um cálculo com uma porcentagem menor. "O limite é de R$ 500. Aí tem uma proporção que vai ser apresentada. Vai ter uma proporcionalidade. Quem tem pouco pode tirar percentual maior. E quem tem mais pode tirar um percentual menor", disse Lorenzoni.

O trabalhador e trabalhadora, poderão fazer o saque no mês de aniversário da sua conta no FGTS, entre agosto/2019 e março/2020, onde aqueles fazem o aniversário em abril, maio, junho ou julho de 2020, terão que aguardar um calendário que será divulgado pela Caixa. "Será para todas as faixas de trabalhadores e a retirada será opcional. O trabalhador terá toda a liberdade de usar ou não esse dinheiro”, disse o ministro.

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Se a intenção da liberação do FGTS era de resgatar minimamente o poder de compra e de gerar um acréscimo ao PIB de míseros e difíceis 0,2 a 0,4%. Fica a pergunta de como, com um teto de 500 reais, seria possível reaquecer a economia. Se a dívida média do trabalhador já chega a mais de 3 mil reais, com 500 reais os trabalhadores não saíram nem se quer das suas dívidas. Entretanto, as empresas receberão pelo menos 500 reais dos seus inadimplentes. Ou seja, é um valor de teto que parece ser um agrado para os trabalhadores, mas que passará por suas mãos e seguirá diretamente para as empresas, ainda mais porque as contas de maior número de dívidas são as de água e luz, ou seja, contas que o trabalhador se vê obrigado a quitar.




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