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Europa | Social-democratas, verdes e liberais fecham frágil coalizão que leva Olaf Scholz ao poder na Alemanha

Coalizão das 3 forças políticas marca fim da era Merkel e a pulverização das alternativas burguesas, mostrando as debilidades do regime alemão num contexto de acirramento das disputas econômicas nacionais, pandemia e menores mecanismos de contenção da luta de classes.

quarta-feira 24 de novembro | Edição do dia

Foto por: Deustche Welle

Confirmando os prognósticos após as eleições ao parlamento, o Partido Social-Democrata alemão (SPD) oficializou a sua coalizão com outras forças do regime político alemão, os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP), alçando o social-democrata Olaf Scholz ao cargo de chanceler.

Esse acordo mostra uma coalizão fragilizada fruto de um resultado eleitoral pulverizado, mostrando a crise de representação dentro do regime alemão, que teve como principal resultado a perda da base social do partido da União Democrata Cristã, da eterna chanceler Angel Merkel. O SPD, que terminou em primeiro lugar nas eleições, ganhou por uma pequena margem, obrigando-o a buscar outras forças políticas para governar e pôr um fim a era Merkel, que esteve 16 anos no comando do país.

Os pormenores do acordo ainda são desconhecidos, mas já ficam evidentes algumas quedas de braço que ocorrerão internamente no bloco. O liberal Christian Lidner será o novo ministro das Finanças, numa mostra da concessão aos defensores dos máximos ajustes contra a população trabalhadora alemã. Annalena Baerbock, líder dos Verdes, será ministra das Relações Exteriores, e Robert Habeck, o colíder dos verdes, ministro da Economia e Energia.

O novo governo terá como desafio enfrentar os fortes anseios democráticos que também se expressaram nas eleições, como por exemplo, no resultado favorável ao plebiscito em relação a expropriação dos imóveis dos grande especuladores imobiliários, para colocá-los a serviço da população e do déficit habitacional. Além disso, a crise da esquerda neorreformista do Die Linke e processos moleculares de greves que vem surgindo no país indicam a possibilidade de novas reorganizações do proletariado alemão, que terá que se enfrentar com os ataques do novo governo.




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