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Desastre Capitalista | Sobe para 147 números de mortos no Rio Grande do Sul e 538.241 pessoas desalojadas em 450 municípios atingidos

Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, subiu para 147 o número de pessoas mortas por conta da catástrofe climática que assola o estado. Segundo dados do mesmo orgão, são 538.241 pessoas desalojadas e 80.826 pessoas em abrigos. Feridos contabilizam 806 e o número de desaparecidos atingiu a marca de 127. 450 dos 497 municípios do estado estão atingidos.

terça-feira 14 de maio | 18:17

Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, subiu para 147 o número de pessoas mortas por conta da catástrofe climática que assola o estado. Segundo dados do mesmo orgão, são 538.241 pessoas desalojadas e 80.826 pessoas em abrigos. Feridos contabilizam 806 e o número de desaparecidos atingiu a marca de 127. 450 dos 497 municípios do estado estão atingidos.

Os cientistas e ambientalistas já alertam há muito tempo, que por conta das mudanças climáticas causadas pela destruição que o capitalismo realiza contra o meio-ambiente, tragédias como essa podem acontecer. E com cada vez mais frequência. Indústrias poluentes, desmatamento de florestas para criação de mono-culturas e pastagem para gado, uso de combustíveis fósseis, têm uma ligação direta com catástrofes como essa que estamos vendo no Rio Grande do Sul.

As autoridades e os capitalistas são plenamente conscientes disso. Mas se negam a tomar medidas reais contra o aquecimento global, pois isso implicaria afetar diretamente o lucro dos grandes ricos. Preferem fazer com que a população pague com a vida. Aqui, a anarquia de mercado capitalista mostra a sua face mais horrenda. O governo Leite investiu meros 0,2 por cento do orçamento em prevenção de desastres como este. Isto depois das enchentes de setembro de 2023, que já haviam feito vítimas.

O governo Lula-Alckmin, apesar de tentar se distanciar do negacionismo climático de Leite, também é responsável: destinou mais de 300 bilhões de reais para o Plano Safra; um financiamento dantesco para o agronegócio, que desmata sem pudor o cerrado e a Amazônia brasileira. Além de limitar os gastos sociais, como os recursos para o Ministério do Meio Ambiente, através do Arcabouço Fiscal: medida neoliberal para agradar o grande empresariado e continuar pagando a fraudulenta dívida pública.

São milhões de atingidos. Entretanto, os que sofrem mais duramente o que está acontecendo no Rio Grande do Sul são os trabalhadores do estado, e dentre eles, os mais pobres. É preciso levantar um plano de emergência para que sejam os capitalistas que paguem por esta catástrofe. Expropriar as fortunas dos capitalistas para botar de pé um plano de obras públicas para reconstruir casas e cidades. É necessário um plano de emergência para dar abrigo aos desabrigados. Não podemos confiar no Estado, pois é responsável junto com os capitalistas por tragédias como esta que vivemos agora.




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