Mundo Operário

CAMPANHA SALARIAL ECETISTAS

Sindicatos da FENTECT e FINDECT se reunirão para debater campanha salarial

segunda-feira 6 de junho de 2016| Edição do dia

O ano de 2016 certamente já é um ano duro para os ectistas. Em meio a uma dura crise econômica o governo de Dilma Rousseff, que já vinha descarregando a crise nas costas dos trabalhadores e sucateando estatais como os correios, sofre um golpe institucional que a destitui da presidência (a votação do impeachment com os escandalosos SIM em nome da própria família e os áudios de Machado são a prova do crime). Em seu lugar se coloca um governo, presidido por Michel Temer, tão corrupto quanto o anterior, com a diferença de ser mais reacionário, sem mulheres e negros na equipe ministerial e mais hostil aos trabalhadores.
Dentre as primeiras políticas apresentadas pelo novo governo encontramos a reforma da previdência, mudanças na CLT (obviamente, ambas para pior) e privatizações que, ainda sem especificar quais as empresas, certamente não deixarão os correios de fora. Com tais medidas, fica claro enxergar as intenções de aprofundar a lógica de descarregamento da conta da crise nas costas dos trabalhadores, ainda mais depois de Temer anunciar um reajuste bilionário a alguns setores do funcionalismo como o Judiciário.
Os ecetistas, que já sofrem com o sucateamento da empresa e consequentemente com a precarização do trabalho a anos, fruto das intenções de privatização disfarçada, tem sentido no ultimo período um rápido agravamento dessa situação. Somado a isso, importantes ataques estão acontecendo, como por exemplo a retirada dos 70% sobre os 10 dias de férias, onde o central dessa história é o atropelamento do Acordo Coletivo, abrindo precedente para o novo e direitoso ministro das comunicações Kassab e o presidente dos correios ignorarem o acordo quando quiserem.
Neste cenário, alarmante para os ecetistas e para conjunto da classe trabalhadora, surge a ótima noticia do encontro nacional entre a FENTECT e a FINDECT, a ser realizado nos dias 17 e 18 de junho em Brasília, que reunirá todos os 36 sindicatos de trabalhadores de correios para organizar a luta da campanha salarial de 2016. A hostilidade aos trabalhadores do novo governo coloca na ordem do dia uma dura batalha para barrar profundos ataques, e um dos meios necessários para que ela ocorra é a unidade e disposição de toda a categoria neste necessário próximo combate.
Obviamente que fica a pergunta desconfiada no ar: será que os sindicatos ligados a CUT e a CTB, depois de anos traindo e manobrando os trabalhadores em distintas greves, desta vez realmente estarão dispostas a lutar para valer? Porque fariam isso se não se levantaram nem para impedir o reacionário golpe institucional? O que está claro é que a luta, mais do que nunca, é necessária e a única forma de garanti-la é pela organização de base em cada unidade de trabalho e, a partir daí, pela exigência de que seu sindicato organize verdadeiramente a luta e não aceite passar nenhum ataque à categoria.




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