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GREVE DO FUNCIONALISMO

Servidores em greve montam acampamento em frente à prefeitura da cidade de SP

Os servidores da cidade de São Paulo que já estão a mais de uma semana em greve por melhorias nas condições de trabalho e pelo reajuste salarial que o prefeito Covas segue negando a atender, montaram na manhã desta quarta (13) um acampamento em frente a prefeitura da cidade.

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Os servidores da cidade de São Paulo que já estão a mais de uma semana em greve por melhorias nas condições de trabalho e pelo reajuste salarial que o prefeito Covas segue negando a atender, montaram na manhã desta quarta (13) um acampamento em frente a prefeitura da cidade. A decisão foi tomada na última assembleia, e foi uma medida tomada para permanecer em vigília e pressionar a prefeitura a atender a reivindicação dos trabalhadores municiparios.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão como demandas a reestruturação da carreira, com reajuste salarial, que não ocorre desde 2013 e renovação do plano de cargos. Como proposta para a prefeitura de São Paulo, o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo) pede a manutenção da proporção dos salários entre os níveis básico e médio (82%) e a retomada da proporção dos salários entre os níveis médio e superior (50%). Os servidores também reclamam que o salário vem sendo corroído pela inflação,. Já que desde do governo Haddad em 2013, recebem apenas 0,01% de reajuste anual.

Nesta última terça, milhares de servidores participaram do ato em frente da prefeitura de São Paulo, onde foi levado um caixão com as frases: “0,01% não dá” e uma alertando que irão “enterrar as privatizações”, em referência a terceirização que o governo da implementando no setor público.

A prefeitura de São Paulo, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), que herdou o cargo de João Doria, segue negando as demandas da categoria que decidiu entrar em greve. Ao todo, são 12 mil funcionários ativos, distribuídos em setores administrativos de hospitais, escolas, autarquias e subprefeituras.

Essas medidas se mostram, cada vez mais, somadas aos ataques aos serviços públicos, que se aprofundam sob Bolsonaro, com um novo "pacotão" de ajustes que irá sucatear ainda mais a educação e saúde, como um movimento para abrir ainda mais espaço à privatização da educação e da saúde, seguindo modelos já anteriormente reivindicados por Paulo Guedes, João Doria e Bruno covas: a privatização massiva.

Veja também: Dória quer avançar com privatização, terceirizando até a merenda das crianças de SP

A classe trabalhadora deve seguir o exemplo dos chilenos, que se colocaram na rua contra os ataques do governo de Sebastián Piñera e avaçaram questionando o "modelo chileno" que tanto querem implementar aqui, uma verdadeira herança da brutal ditadura de Pinochet. As centrais sindicais como a CUT e a CTB, dirigida pelo PCdoB, seguem em um silêncio ensurdecedor, enquanto os trabalhadores dia a dia perdem seus direitos.

É preciso se pautar em um plano de lutas, retomando os sindicatos das mãos dessa burocracia que mostra mais "solidariedade" com os governos e com a patronal, para que nas ruas, ao lado da juventude e da população, seja possível barrar os ataques e fazer com que os patrões paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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