Mundo Operário

SERVIDORES RJ

Sem pagamento servidores irão ao Palácio Guanabara cobrar o Pezão

Ronaldo Filho

Professor da rede estadual do RJ

quinta-feira 22 de dezembro de 2016| Edição do dia

O SEPE em decisão conjunta com o MUSPE convoca os profissionais da educação e demais servidores para participarem do ato “ceia da miséria” amanhã, sexta-feira (23/12) às 10:00, concentrando no Largo do Machado saindo em caminhada até o palácio Guanabara. A intenção é denunciar e pressionar o governo em relação ao não pagamento dos salários da maioria dos servidores, principalmente aposentados e pensionistas. Até o momento, cerca de 60% da folha de novembro foi paga e deste total os ativos da educação que contam com o FUNDEB e os ativos da segurança são a maioria.

Após mais um bloqueio nas contas do Estado de 128 milhões, as parcelas do pagamento que acorreriam nos dias 23 e 29 deverão ser adiadas para 2017. Porém, o 13º salário dos ativos da educação e servidores do DEGASE deverá ser pago no dia 28/12 devido novamente ao FUNDEB.

A covardia do governo Pezão não tem fim, deixando milhares de famílias passando necessidade neste fim de ano em nome de uma crise que não fomos nós que criamos, enquanto tenta reduzir nossos direitos e direcionando os recursos do Estado para o pagamento de juros da dívida pública e liberando grandes capitalistas do pagamento de impostos.

Já circulam áudios de diretoras do SEPE, a exemplo do que acontecia na greve, comemorando como vitória o fato de os ativos da educação terem a promessa de receber o 13º, atribuindo isso a força da mobilização da categoria. Falta de sinceridade ou de leitura da conjuntura?

Só recebemos por conta de ainda existir o FUNDEB e por que isso servi como mais um fator que pode contribuir negativamente na já capenga união dos servidores estaduais, que demostrou sua fraqueza ao permitir que nossos algoses por anos, dessem a linha dos atos contra o pacote, exaltando Bolsonaro, pedindo volta da ditadura e agredindo estudantes e professores que usavam máscaras. Ao priorizar parte dos servidores na hora de pagar, cria uma situação desigual e constrangedora entre os trabalhadores que não colabora para um movimento de luta unificado.




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