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UFRGS | Sem isenções e com aumento da passagem: como será a volta as aulas presenciais na UFRGS?

As aulas presenciais restritas na UFRGS começam já no próximo dia 07 de fevereiro e para além da ansiedade dos estudantes de ocupar novamente os espaços físicos de universidade, depois de desgastantes 2 anos de precário ensino remoto, terão que se enfrentar com brutais ataques de Sebastião Melo (MDB) e da máfia dos transportes, que agora querem aumentar a passagem para R$ 6,65, isso depois de terem limitado o meio-passe para estudantes e retirado o direito de outras categorias, como professores, seguindo uma agenda de ataques.

segunda-feira 24 de janeiro | Edição do dia

Com os ataques dos empresários do transporte privado junto ao prefeito reacionário Sebastião Melo (MDB) a crise é jogada cada vez mais nas costas dos estudantes e trabalhadores, enquanto as empresas aumentam seus lucros. A decadência do sistema capitalista vem se aprofundando, particularmente na juventude que vem sendo arrastada à precarização, sem direito à educação, uma situação que se agrava no Brasil do golpe institucional e de Bolsonaro e Mourão. Milhões de jovens hoje no Brasil, que mesmo depois de ultrapassar as barreiras do vestibular (filtro social racista e elitista) sofrem com a falta de permanência estudantil, e esse cenário não é diferente em nossa universidade, a UFRGS, que agora se agrava com a imposição da máfia dos transportes privados de aumentar 38,5% na tarifa de ônibus, que diga-se de passagem são completamente sucateados, sendo assim a tarifa mais cara de transporte pública nas capitais do Brasil, chegando a R$ 6,65.

Esse aumento se soma a dezenas de outros ataques empreendidos por Melo e os empresários numa verdadeira saga para avançar na privatização da empresa pública de transporte Carris, que já teve aval da Câmara Municipal de Porto Alegre (RS) para entregar totalmente a empresa para a iniciativa privada, podendo demitir cerca de 3 mil funcionários. Esses ataques se exemplificam no projeto de retirada dos cobradores da empresa, com o discurso de que menos cobradores e com a empresa privatizada seria melhor para a população podendo até mesmo baixar a passagem, tentando colocar a população contra os trabalhadores. Esse mesmo discurso foi usado na retirada do direito a isenção e meio passe que estudantes, professores e outras categorias. Porém esse discurso caí por terra quando vemos que já no começo desse ano de 2022, a prefeitura de Porto Alegre ofereceu as empresas de transporte privado novas frotas de ônibus gratuitamente, supostamente condicionado com uma redução do valor das passagens, porém nem uma semana depois do episódio, os tubarões do transporte já anunciaram este aumento absurdo que significa diretamente impedir o acesso à cidade para a juventude e aos trabalhadores.

Nas universidades esse aumento pode vir a significar maiores níveis de evasão, já que um estudante que precisa pegar no mínimo dois ônibus ao dia para ir e voltar da universidade, agora teria que pagar mais de 13 reais por dia, e sem direito a isenção. Os estudantes dos locais mais afastados e periféricos - em sua maioria negros e trabalhadores - da grande capital acabarão pagando a conta em dobro. Muitos desses estudantes acabam tendo que depender dos auxílios e benefícios da PRAE, que não são suficientes para as reais demandas dos estudantes da UFRGS, e que frente aos cortes bilionários de Bolsonaro nas universidades acabam por estar em risco.

É frente a esse ataque brutal que precisamos que nessa volta às aulas presenciais restritas, os centros acadêmicos e o DCE convoquem e construam assembleias de base, organizando os estudantes e batalhando em cada curso por melhores condições de permanência estudantil e para se enfrentar contra os planos de Melo, dos empresários e da direita que querem descarregar a crise nas nossas costas e dos trabalhadores. E a luta contra esse aumento abusivo na passagem e pela volta das isenções para os trabalhadores e pelo passe livre aos estudantes passa também por defender a estatização das empresas de transporte público da cidade, sem indenização aos empresários e sob controle dos trabalhadores e da população que são os únicos que podem gerir racionalmente o sistema de transportes.

Nós da Faísca vemos que é nessa luta em aliança aos trabalhadores e baseada na auto organização que podemos apontar para um caminho que possa reerguer um movimento estudantil combativo e estar à frente da defesa consequente dos direitos da juventude e dos trabalhadores, lutando contra Melo, Leite, Bolsonaro, Bulhões e todos os ataques.




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