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Segundo IBGE população negra é a maior vitima de homicídios no Brasil

Os dados baseados em pesquisas do ano de 2017 mostram que a taxa de homicídios de jovens negros ou pardos foi de 98,5% no ano, já a taxa de homicídios de jovens brancos foi de 34%.

quinta-feira 14 de novembro| Edição do dia

Charge Latuff

Os dados do IBGE só provam estatisticamente o que vemos estampado nos noticiários todos os dias, mas pra além do que é noticiado, uma realidade para a população negra nas periferias.

Uma policia que atira e depois pergunta e que tem como norte a cor da pele para identificar possíveis "bandidos", que confunde pacote de pipoca com drogas e guarda-chuva com fuzil, que atira a esmo matando crianças, que alveja com 80 tiros carro de família, é essa a principal responsável pelos dados apresentados.

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O racismo explicito no discurso do governo, a politica para a policia instruída a atirar, se torna mais claro no estado do Rio de Janeiro, onde só esse ano já vimos dezenas de mortes, lembrando da garota Agatha, de 8 anos, que morreu com um tiro de fuzil, ou Evaldo que teve seu carro alvejado com 80 tiros por militares. O crime? Serem negros.

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A realidade expressa nos dados do IBGE fazem coro ao discurso de Witzel e Bolsonaro que pretendem exterminar o sonho de um possível futuro para a juventude e principalmente para a juventude negra. Se não bastasse os escandalosos casos de homicídios, sabemos que são os jovens negros os mais afetados pelo desemprego, pela precarização do trabalho pelas reformas trabalhista e da previdência.

Ontem mesmo mais uma criança foi morta por uma "bala perdida" no Rio de Janeiro, Ketellen de apenas 5 anos, enquanto ia pra escola. Esse tipo de assassinato tem se tornado frequente e "justificável" pelos governos de Witzel e Bolsonaro, que pros trás de uma falaciosa segurança pública veem exterminando a juventude negra e respaldados pelo Estado para isso. Vale lembrar que ainda tramita pelo parlamento o pacote "anti-crime" de Sérgio Moro, que pretende dar mais bases legais para possibilitar esse extermínio.

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Já é a sexta criança morta este ano pela violência na cidade, que aumentou muito com a política repressiva de Witzel. Em fevereiro, Jenifer Gomes, de 11 anos, foi baleada em Triagem, na zona norte da cidade. Um mês depois foi a vez de Kauan Peixoto, 12, ser morto durante uma operação da Polícia Militar na Chatuba, Baixada Fluminense. Maio foi marcado pela morte de Kauã Victor Rozário, 11, na Vila Aliança, em Bangu, enquanto ele andava de bicicleta —PMs são suspeitos do crime. Em setembro Kauê Ribeiro dos Santos, 12, morreu ao ser atingido por disparo na cabeça no Complexo do Alemão (familiares dizem que ele foi morto por policiais). Por fim, a pequena Ágatha Félix, de 8 anos, foi morta em outubro também no Complexo do Alemão, enquanto estava em uma van e que gerou revolta dos moradores das favelas do Rio e em todo o país.

O suposto combate ao crime que instrui a atirar e depois perguntar, veem exterminando jovens negros pelo país. Os dados do IBGE são de 2017, mas a realidade exposta todos os dias só prova que o reacionário discurso do governo vem dado margens para mais e mais assassinatos. É um absurdo que a vida da juventude negra esteja sujeita a decisões de lunáticos racistas, um absurdo que a policia tenha carta branca pra matar, um absurdo que crianças percam suas vidas em prol de um projeto "higienista" que pretende nos amedrontar, nos exterminar e que reserva aos que sobreviverem uma vida de exploração com trabalhos precários e salários miseráveis, tendo que trabalhar até morrer ou morrer de trabalhar e tudo isso para manter a vida de luxos de uma minoria.

Vidas negras importam!
Nossas vidas valem mais que o lucro deles!

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