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DEMISSÕES NA PETROBRAS

Seguindo rito da privatização, Petrobras fechará fábrica e demitirá mais de mil no PR

Petrobras anunciou neste dia 14, terça-feira, a demissão de mais de mil trabalhadores e o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Araucária, no Paraná.

quarta-feira 15 de janeiro| Edição do dia

Imagem: CUT

Petrobras anunciou neste dia 14, terça-feira, a demissão de mais de mil trabalhadores e o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Araucária, no Paraná. A direção da empresa disse que o processo de demissão começará em 30 dias e levará até 90 dias para demitir todos os funcionários.

A CUT afirmou que na próxima segunda-feira, 20, haverá uma reunião com o Mistério Público do Paraná para tratar da situação.

A medida de demissão em massa de trabalhadores é parte de um marco de conjunto de privatização da empresa. Enquanto 49% da estatal já é privada, diversas empresas subsidiárias e campos de Petróleo estão passando para as mãos de empresários. Apesar de ser ainda majoritariamente estatal, a atuação da direção da Petrobras é a de incorporar a lógica empresarial, e isso se reverte em um ataque profundo aos trabalhadores com pioras nas condições de trabalho e demissões em massa, como essa.

Guedes já afirmou que se fosse presidente da Petrobrás demitiria grevistas que lutam contra privatização. Desde o início de seu governo, Bolsonaro e seu ministro ultra-liberal Paulo Guedes deixaram bem claro o que pretendiam fazer com os recursos nacionais: privatizar tudo para entregar nas mãos de grandes empresas imperialistas.

A CUT, que dirige a categoria, não pode negociar nossos direitos como fez com a aprovação da reforma da previdência. É uma prática comum a negociação por benesses para os dirigentes sindicais em troca do abandono de qualquer perspectiva para defender a classe trabalhadora. A perspectiva eleitoreira do PT, que dirige a Central, o oportunismo de separação do sindical e do político e a falta de uma perspectiva da auto-organização dos trabalhadores, impede que se organize uma verdadeira batalha para barrar esses ataques. Esse foi o caso da reforma da previdência e da reforma trabalhista de Temer, dois dos principais ataques históricos aos trabalhadores nas últimas décadas no Brasil.

Recentemente, em outro caso de traição aberta da CUT, a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo fechou sem resistência do sindicato. 24 mil famílias, entre efetivos e terceirizados perderam seu sustento na ocasião.

Esses diversos exemplos negativos devem nos deixar atentos quanto à perspectiva de uma nova traição aberta, dessa vez no Paraná. Exigimos que a direção desse sindicato organize uma luta verdadeiramente potente que possa impedir que milhares de famílias sofram, com a perspectiva de que com essa vitória defensiva se possa avançar para impedir o processo de privatização que Bolsonaro e Guedes querem pra Petrobras.

Informações: CUT




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