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RODOVIÁRIOS DE PORTO ALEGRE | Sebastião Melo (MDB) quer extinguir cobradores e atacar meio passe estudantil

Entre as medidas que Melo e seus aliados preparam estão o corte de isenções nos pagamentos de tarifas, dentre elas condicionar o meio passe estudantil à comprovação de baixa renda, a extinção dos cobradores do sistema público de Porto Alegre e a privatização da Carris.

segunda-feira 24 de maio | Edição do dia

O governo Sebastião Melo já traça seus planos para o projeto de privatização da Carris. Após a votação da criminosa reforma da previdência municipal, que representa uma grande retirada de direitos para com os trabalhadores, a secretaria do transporte pretende protocolar uma série de projetos para acelerar o processo de privatização do transporte de Porto Alegre, aumentando os lucros dos grandes “barões” do transporte.

Desde o início de seu mandato, Melo vem se reunindo com os empresários do transporte em busca de definir os preços da passagem. Entre as medidas que o governo municipal prepara estão o corte de isenções nos pagamentos de tarifas e a extinção dos cobradores do sistema público de Porto Alegre. Essa decisão absurda fecharia, mesmo que com a justificativa de ser “gradual”, mais de 3600 postos de trabalho, afetando esses trabalhadores que são linha de frente na pandemia de covid-19, que não pararam em nenhum momento e que são colocados em risco pela falta de vacinação. O que é chamado pela grande mídia de “retirada gradual de cobradores”, na verdade é um ataque mortífero para mais de 3600 famílias.

Para justificar o ataque, foi utilizado o discurso demagógico de que seria a única forma de baixar o preço do transporte público. Uma demagogia absurda, usada por vários governos que o antecederam, que visa jogar a população usuária do transporte contra os rodoviários.

O projeto de Melo também visa restringir o meio passe estudantil para que apenas alunos de baixa renda tenham acesso a esse benefício, e ainda, este “custo” seria arcado com o Fundeb ( Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) levando fundos que deveriam ser utilizados para garantir um ensino público de qualidade para o colo dos capitalistas.

O projeto de extinção dos cobradores já é um antigo desejo da direita porto-alegrense. Em 2020, no Governo Marchezan, houve a tentativa de extinção desses postos de trabalho, porém, o projeto foi derrotado graças à força da organização destes trabalhadores que realizaram diversos atos pela cidade pela garantia de seus postos de trabalho.

Desde o início da pandemia, os empresários do transporte cortaram linhas e demitiram trabalhadores para salvar os seus lucros. Esses cortes de linhas ajudaram a agravar a situação da pandemia em Porto Alegre, onde a população teve que se encaminhar a seus postos de trabalho através de ônibus lotados, graças à flexibilização das medidas sanitárias garantidas aplicadas por Leite e pela Justiça, seguindo, na prática, o negacionismo de Bolsonaro e de Melo. Isso auxiliou a Porto Alegre a beirar o colapso de seus sistema de saúde e colocou em risco esses trabalhadores que perderam dezenas de seus colegas para o Covid-19.

Frente a esse ataque é preciso que os trabalhadores se organizem e se mobilizem como fizeram em 2020 para derrotarem Marchezan e garantirem seus empregos e uma Carris pública. Por isso é necessário lutar para que os transportes públicos de porto alegre sejam 100% estatais, geridos e controlados pelos trabalhadores do transporte, e não negociados pela prefeitura e pelos empresários que lucram com as companhias de transporte. São os trabalhadores do transporte e seus passageiros que sabem das necessidades do transporte público e o fazem funcionar.

Foto: Samuel Maciel / CP Memória




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