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ESTADO DE SP | Saúde em colapso: Mauá não tem mais leitos de UTI

Mauá-SP, a exemplo de Manaus-AM, sofre com o descaso na saúde pública e o aumento de casos novos de infecção por Covid, e tem 100% dos leitos de UTI da rede pública ocupados.

quinta-feira 21 de janeiro | Edição do dia

Foto: Jonne Roriz/VEJA

Mauá, a 3ª cidade em mortes no estado de São Paulo não tem mais leitos de UTI para tratamento do Covid e quaisquer pacientes em estado grave. O Hospital Nardini, principal hospital público da cidade que também atende Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não possui mais vagas nas unidades de terapia intensiva (UTI’s). Informação divulgada nesta quarta (20) pela prefeitura evidencia o estado de calamidade na cidade e na região.

A Professora Maíra Machado (MRT) comentou a notícia em seu twitter nesta quarta, denunciando essa situação:

A prefeitura afirmou que vai disponibilizar pelo menos dez novos leitos no Hospital Nardini e que já poderão ser utilizados a partir da próxima semana, o que não resolve nem de longe a situação preocupante e urgente que se estabeleceu na cidade. Mauá registrou um aumento de quase 6% das mortes por Covid, e a quantidade de pacientes que aguardam por vagas e correm risco de vida só aumenta exponencialmente.

A situação já é comparada ao cenário catastrófico em Manaus com o sistema de saúde em colapso e a falta de insumos básicos e oxigênio em meio a uma pandemia dessa magnitude.

Célia Cristina Pereira Bortoletto, secretária municipal de saúde, a exemplo de David Almeida (Prefeito de Manaus), também culpabilizou a população pela explosão de casos devido as festas de fim de ano. Mas em momento algum tomou as medidas necessárias para o combate do Covid, mesmo sabendo de todo o histórico que a cidade vem enfrentando desde o começo da pandemia.

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O cenário que se impõe fez com que a administração de Mauá pedisse ajuda emergencial as demais cidades do Grande ABC para facilitar o acolhimento de pacientes em caso emergencial. Santo André, São Caetano e São Bernardo também se encontram em estado de aumento preocupante de contágio e de ocupação de UTI’s.

Mauá segue o mesmo caminho de Manaus e tantas outras cidades no Brasil em colapso na saúde. São necessárias medidas imediatas para centralizar a fila de leitos de UTI e contratar novos trabalhadores da saúde para atender a alta demanda. Um plano emergencial que acabe com essa situação dramática e impeça que os trabalhadores paguem com suas vidas pela irresponsabilidade e descaso do Estado.




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