COLAPSO NA SAÚDE NO ES

Saúde colapsa no ES: por culpa de Casagrande e Bolsonaro população vive calamidade

Nesta terça-feira (6), o Espírito Santo registrou mais um recorde nas mortes por Covid-19. Foram confirmados 110 óbitos em 24 horas. O estado hoje acumula 393 mil casos e 7.877 óbitos desde o início da pandemia.

quinta-feira 8 de abril| Edição do dia

Nesta terça-feira (6), o Espírito Santo registrou mais um recorde nas mortes por Covid19. Foram confirmados 110 óbitos em 24 horas. O estado hoje acumula 393 mil casos e 7.877 óbitos desde o início da pandemia.

Segundo dados do Painel Ocupação de Leitos Hospitalares, no dia 06/04 a taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 estava em quase 93%. Ao todo, 910 pacientes estão internados em leitos de UTI e 770 em leitos de enfermaria, e esse número de internados tem aumentado de 100 em 100 num período de tempo de em média 7/8 dias. Dos 78 municípios capixabas, 37 estão em risco extremo, 39 em risco alto e 2 em risco moderado. A taxa de transmissão da doença no estado é de 2%.

Para tentar evitar o colapso do sistema de saúde, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, garantiu que o Espírito Santo vai estar com 1.100 vagas de leitos até final do mês, mas quantos vão morrer até o fim do mês? e qual é a garantia que haverá esses leitos? Não leva em conta o desgaste físico e mental dos profissionais da linha de frente que terão que dar conta de uma demanda ainda maior do que já estão tendo, porque mesmo contratando novos profissionais, ainda assim fica uma demanda maior para os trabalhadores da linha de frente. Além disso, pediu para a população não se assustar porque começaram a ser feitas testagens para identificar e isolar os indivíduos contaminados e que alguns números na contagem de óbitos estão saindo atrasados.

Porém, apesar do discurso otimista e tranquilizador do secretário de Estado da Saúde, mesmo com 57 pacientes na fila de espera por leito hospitalar no estado, 10 para a fila de UTI e com o recorde de 110 mortes em 24 horas, Casagrande determinou que o comércio nos municípios de risco extremo funcionarão três dias da semana, mostrando que, assim como anunciou a reabertura da economia sem garantir testes e leitos para a população em junho, não se importa com as vidas. "Funcionarão quarta, quinta e sexta-feira. Supermercado funcionará até às 20h e fechará aos domingos e feriados".

Enquanto isso os trabalhadores negros e negras que ocupam os postos de trabalho mais precários sequer tem a possibilidade de ficar em casa já que precisam seguir trabalhando para garantir comida na mesa de casa. Com o alto preço dos alimentos e várias famílias não conseguindo dinheiro nem para comprar uma cesta básica, que hoje já passa o auxílio emergencial de R$600 reais, Casagrande anunciou um auxílio de 3 parcelas de apenas R$200 reais para famílias que alegarem e comprovarem a condição de extrema pobreza. São 900 mil pessoas, ou 22% do estado, que receberam o auxílio no ano passado e hoje estão sem perspectivas.

Até agora, como tem 37 municípios em risco extremo, os transportes públicos e escolas continuam fechadas, com aula remota, até dia 11 de abril. Porém, essa medida foi tomada por pressão devido à situação caótica da pandemia, já que vimos que Casagrande não se importa também com os estudantes e educadores, tendo até anunciado no ano passado o retorno obrigatório das aulas presenciais com um guia do que fazer em casos de mortes.

É preciso que exijamos medidas como a quebra de patentes de vacina, reconversão da indústria sob controle dos trabalhadores para a produção de todos os insumos necessários no combate a pandemia, como testes massivos, respiradores, abertura de leitos de UTI, a proibição das demissões e um auxílio emergencial de R$ 2 mil, que corresponde à média salarial no Brasil, pelo tempo necessário.

Devemos lutar para que seja os capitalistas que paguem pela crise no ES, debatendo quais as tarefas da esquerda e como nossa luta, seja no parlamento, seja nos sindicatos, nos espaços de estudo e trabalho, esteja realmente a serviço da classe trabalhadora de conjunto e da população pobre. Que o PSOL e o conjunto da esquerda exija da CUT e CTB que de fato organizem a luta dos trabalhadores, ao invés de aceitarem passivamente que o estado colapse, o desemprego chegue forte e a calamidade social-sanitária recaia sob os trabalhadores.

Leia mais: 5 medidas emergenciais contra o colapso hospitalar no Brasil




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