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Polícia racista | Sargento da PM agride com socos mulher que questionou invasão em sua casa na periferia do DF

Mais uma cena brutal de violência policial nas cidades satélites de Brasília. Não é um caso isolado. Por culpa da política racista de Bolsonaro, Ibaneis e todo esse regime podre, os índices de violência policial nas periferias do DF têm sido alarmantes.

segunda-feira 10 de janeiro | Edição do dia

Uma mulher de 22 anos foi covardemente agredida por um policial militar que invadiu sua casa em São Sebastião na última quinta-feira (5/1). Ela estendia a roupa no varal quando o companheiro chegou do trabalho de entregador. Em seguida, o terceiro sargento da polícia militar Daniel Martins, que procurava pelo rapaz, forçou a entrada na residência do casal e, ao ser questionado pela mulher sobre o motivo da abordagem, desferiu socos contra o rosto dela.

Cenas brutais de violência policial nas cidades satélites de Brasília são recorrentes por culpa da política racista de Bolsonaro, Ibaneis e todo esse regime podre, os índices de violência policial nas periferias do DF têm sido alarmantes nos últimos dias.

A jovem ainda relatou que após o primeiro golpe, tentou se proteger enquanto a boca e o nariz minavam sangue e que em seguida o sargento tentou acertá-la com um chute. Assustada e chorando, ela saiu correndo de casa deixando o policial lá dentro.

O PM Daniel Martins alegou que teria agido em legítima defesa, apesar da desproporção de forças entre um jagunço do estado vestindo farda e armado contra uma dona de casa que estendia roupa no varal. A corporação disse que o homem perseguido trabalhava de motoboy sem habilitação e estaria executando manobras perigosas na rua. Essas são alegações insuficientes para configurar entrada à força na casa do suspeito e agredir moradores que nada tinham a ver com o ocorrido.

A vítima publicou um vídeo nas redes sociais denunciando a ação policial: "Agredida por um policial militar, dentro da minha casa! Aquela sensação de insegurança me consome, Farda que era pra mim traze esperança de justiça, hoje me dá medo!". Circula nas redes sociais vídeos gravados por vizinhos que testemunharam o caso ressaltando que não havia menor condição de reagirem como cinicamente alega a polícia e reafirmando a covardia do sargento: “A polícia quer respeito, mas não respeita a gente. Chega aqui ameaçando mulher e agredindo mulher”.

A violência desse caso foi legitimada pela arbitrariedade policial e sua fixação racista em manter a população periférica como alvo constante, dando tratamento que jamais se vê com a classe média-alta do Lago Sul apostando racha, por exemplo.

Esse não é um caso isolado, na verdade os índices de violência policial nas periferias do DF têm sido alarmantes nos últimos dias.

Duas semanas antes, no Morro da Cruz, também em São Sebastião, um jovem de 16 anos que trabalha como garçom na Asa Norte e voltava para casa de carona na madrugada de 22/12 foi espancado por policiais que patrulhavam a região.

Em matéria publicada no jornal Metrópoles, o adolescente disse que “Estava tudo escuro. Depois, percebemos que eles ligaram as luzes da viatura. Seguimos e, mais pra frente, eles efetuaram dois disparos. Eu falei para o meu amigo parar a moto e desci com a mão na cabeça, pensei que seria uma abordagem de rotina [...] Disseram que demos sorte, porque miraram na nossa cabeça e erraram. Tomei pontapé e soco. Bateram na minha cabeça, mas eu estava de capacete. O meu amigo apanhou igual cachorro [...] Pensei que ia morrer. Se a gente entra em uma rua escura como aquela, a gente pensa que vai morrer. Fiquei com as costas raladas, dedo inchado, minha coxa ficou roxa. Passei a madrugada vomitando. No dia seguinte tive que trabalhar, mas passei mal lá também”.

A ação policial foi gravada por alguém da vizinhança, no vídeo é possível ver uma moradora que testemunhou e tentou ajudá-los, mas acabou sendo reprimida e xingada pelos PMs: “Vai se foder”, grita um dos policiais.

O outro jovem que dirigia a moto, um pracinha do exército de 19 anos, disse ao Metrópoles que: “Quando a gente viu, eles já estavam do nosso lado. Começaram a gritar falando ‘bora, bora’. Ainda tentei parar em um local claro, um estabelecimento, mas de madrugada estava tudo fechado, deserto. Desci com a mão na cabeça. Me bateram, não mostrei resistência, só respondia ‘sim, senhor’ e ‘não, senhor’. [...] Depois de baterem muito, puxaram a placa da moto, tiraram foto minha, pegaram meu endereço, número de celular, identidade e fizeram ameaças. Disseram que se eu falasse para alguém, fariam algo [...] Não teve conversa. Não teve abordagem profissional. Só foi agressão, eu só pensei que eles iam me matar, a rua estava vazia. [...] Meu corpo está doendo até agora, meu nariz não para de doer, foi muito soco na minha cara. Meu corpo ainda está doendo demais, eles pisaram na minha cabeça”.

Leia mais: A luta para acabar com a polícia é a luta para acabar com o capitalismo




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