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CORONAVÍRUS

SUBNOTIFICAÇÃO: Boletim aponta 26 mil óbitos por causas respiratórias "indeterminadas"

São Paulo e Minas lideram a lista de subnotificação, enquanto país avança nas reaberturas.

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

Bolsonaro e seu Ministro da Saúde Pazuello, já mostraram toda sua disposição para ocultar cadáveres, ao tentar esconder os dados oficiais do coronavírus. No entanto, os dados reais são bem maiores do que se imagina. O que o eles querem esconder o Esquerda Diário mostra.

Segundo o boletim publicado pelo Ministério da Saúde hoje, já são 85 mil mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Dessas, 25966 não tem a causa especificada. Importante destacar que esse número é diferente das mortes em investigação, ou seja, que as amostras ainda aguardam resultados do exames. Essas quase 26 mil mortes não vão ter nunca seu diagnóstico confirmado, mas podemos dizer sem medo de errar que quase todas foram por coronavírus. Para termos um parâmetro de comparação, a média de mortes totais por SRAG (ou seja, de janeiro a dezembro) dos últimos 4 anos é por volta de 5 mil.

Além disso temos que analisar outros fatos que mostram que a subnotificação é maior do que essa. Existe um imenso atraso para os dados serem registrados no sistema de modo que provavelmente existem dados de maio e quiçá de abril que ainda não foram registrados e que ainda irão engrossar essa triste estatística. A isso, temos que acrescentar mortes em casa que muitas vezes nem sequer tem diagnóstico algum. Até Maio, essas mortes aumentaram em 15 mil em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, um governo que tenta ocultar os dados oficiais poderia perfeitamente manipular esses dados também.

Liderando o Ranking temos o estado de São Paulo com quase 10 mil casos. Enquanto isso, Dória apresenta supostos êxitos do combate a covid como desculpa para avançar na reabertura, não comenta esse dado.

Em segundo lugar vemos o estado de Minas Gerais com 2063 óbitos não especificados. O curioso é que esse estado possui apenas 1000 óbitos registrados, mostrando que a subnotificação no estado governado por Zema é mais que o dobro dos casos registrados. Os estados da Região Sul estão em situação similar.

Já o Mato Grosso do Sul, em último na lista oficial, tem 250 mortes por SRAG não especificada, 3 vezes mais que as 85 mortes registradas. Bom lembrar que esse estado é a terra natal do ex ministro Mandetta, que ainda em sua gestão garantiu que as cidades pequenas poderiam reabrir. Como apontamos na época, existia uma pressão imensa do agronegócio, de modo que o MS foi um dos primeiros estados a reabrir. No entanto, sob a soja exportada, temos uma das mais altas taxas de subnotificação de óbitos do país.

Por isso, que os trabalhadores não podem nutrir nenhuma expectativa em prefeitos e governadores que se apresentaram como racionais em oposição ao Bolsonaro, mas que nunca garantiram testes massivos e deixaram a população morrer nas filas de hospitais e ainda ocultam os números com subnotificação. Estes mesmos que agora querem promover a reabertura sem nenhum critério sanitária.

Frente a isso, os trabalhadores precisam confiar apenas em suas próprias forças e exigir desde já testes massivos para uma quarentena racional, além de condições materiais para a quarentena, como proibição das demissões e auxílio emergencial de 2000 reais, junto a disponibilização de quartos de hotéis. Além disso, é necessário a reconversão industrial sob controle operário para a produção de insumos necessários ao combate da pandemia!!




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