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STF discutirá barrar sátiras de políticos na mídia

A medida impediria a liberdade do humor com figuras públicas da política em mais uma tentativa de afastar a politica da população

sábado 20 de julho| Edição do dia

Desde 2010, caiu via liminar a lei de 1997 que proibia sátiras, paródias ou qualquer criação humorística ou artística que “degradasse” a imagem de políticos ou partidos, em especial durante períodos eleitorais, porém o STF quer rediscutir esse assunto.

A reabertura desse assunto trouxe um debate, principalmente entre os humoristas, que querem reivindicar o lugar do humor e da arte como um dos meios de politização da população. A proibição feriria não somente a liberdade de expressão, mas a liberdade de opinião, de se tomar partido, uma vez que um dos argumentos seria que as sátiras “pesam a balança” a favor ou contra determinado político.

Num cenário onde, além dos inúmeros ataques contra a juventude a classe trabalhadora, aparecem constantemente diversos escândalos e crises do próprio governo, além da população estar discutindo e prestando mais atenção na política, não surpreende que o mesmo queira evitar diminuir ainda mais sua popularidade.

Entretanto, vale lembrar também que apesar das supostas críticas que muitas vezes aparecem vindo da grande mídia, até da própria Globo, que fez uma reportagem repercutindo o fato, esse setor não é um aliado. Ele tenta se apropriar de críticas e ideias de um grupo cuja simpatia pode ser lucrativo pra eles ao mesmo tempo que ajuda na negociação pelas nossas vidas, apoiando a Reforma da Previdência como fez com Bolsonaro e o Golpe Institucional.




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