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Crise hídrica | Reservatórios estão abaixo do nível do pré-apagão de 2001

Água nos reservatórios das usinas recuou a 18,2%, porcentual inferior ao do mesmo período em 2000, de 20,8%.

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

O nível dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste alcançou o menor patamar desde a crise de 2001, momento em que ocorreu o maior racionamento da história do Brasil. No ano que precedeu o apagão, as represas estavam com 20,8% do armazenamento, e em 2001 com 21,76%.

Em um cenário de falta de chuvas e com alta do consumo de energia elétrica, até dia 15 de setembro deste ano o nível era de 18,23%, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

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Há dúvidas se o governo conseguirá administrar a oferta e demanda de energia para evitar um racionamento, já que o percentual atual de 18% deve continuar em queda até novembro, quando pode romper a barreira de 10%, o que representa um desafio e um risco maior para a operação do sistema.

Algumas hidrelétricas já estão com o nível de água abaixo dos 12%, como é o caso de Água Vermelha, Marimbondo, Nova Ponte, Emborcação e Itumbiara. Juntas elas representam um terço do volume de armazenamento do Sudeste/Centro Oeste, que é responsável por 70% do volume de todo o país.

Nesta semana, as usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos chegou ao nível zero de armazenamento, de acordo com o site da ONS, o que gerou preocupação no mercado. O operador disse que as hidrelétricas ainda podem seguir funcionando, pois o percentual de armazenamento está relacionado a uma cota designada pela Agência Nacional de Águas (ANA).

O questionamento feito pela população é se será possível seguir o período de fata de chuvas sem haver apagões no país. A atual crise é caracterizada como sendo de ponta, ou seja, em determinados momentos do dia a energia gerada pode não ser suficiente para atender todos os consumidores ao mesmo tempo.

Enquanto tentativa de amenizar a situação, foi inaugurada a segunda maior térmica do país para reforçar o sistema, com capacidade de 1.338 MW. Outros 400 MW de térmica de biomassa também deve entrar em operação nos próximos dias. Porém, mesmo com a soma de todos os projetos e a redução da demanda não se resolve o problema por completo. Sérgio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas (associação que debate temas relacionados a sustentabilidade) disse que o cenário atual já é de racionamento, pois já houve um pedido por parte dos governos para redução do consumo e concomitantemente aumento do preço da energia.




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