Política

Rejeição a Bolsonaro na "gestão" da pandemia bate recorde e vai a 54%, segundo Datafolha

Em nova pesquisa, Datafolha revela que a rejeição à conduta negacionista e desastrosa do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia está no maior nível desde o início da crise sanitária.

quarta-feira 17 de março| Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo

São 54% dos brasileiros que veem a gestão de Bolsonaro como ruim ou péssima. A troca de ministro da Saúde pela quarta vez acontece na mesma semana da realização desta pesquisa. Na pesquisa passada, feita em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam a conduta de Bolsonaro na pandemia.

Passou de 26% para 22% os brasileiros que consideram a gestão ótima ou boa, e de 25% para 24% os que a consideram regular. 1% não opinaram.

Foram ouvidas pelo Datafolha 2.023 pessoas pelo telefone,nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos a mais ou a menos.

43% dos brasileiros ouvidos veem um colapso nacional do sistema de saúde e consideram Bolsonaro culpado pela pior fase da pandemia, que já contabiliza mais de 280 mil mortos desde o ano passado.

Os governadores de estado estão mais resguardados pela opinião pública em relação a pandemia principalmente por apresentarem algumas contraposições ao presidente, ainda que sejam também completamente alinhavados na condução irresponsável da crise em cada região.

Os governadores são considerados culpados pela fase aguda da pandemia por apenas 17%. Prefeitos, por 9%. Por outro lado, governadores tem suas imagens cada vez mais desgastadas. Subiu de 26% para 35% a reprovação dos representantes estaduais desde a última pesquisa em janeiro, enquanto a aprovação caiu de 42% para 34%. A avaliação regular se manteve em 30%.

O Ministério da Saúde teve sua avaliação positiva em queda de 35% para 28% de janeiro para cá, a menor avaliação desde o início da pandemia no ano passado. A avaliação negativa sobre a pasta subiu de 30% para 39%, e a avaliação regular se manteve estável em 32%.

44% reprovam o presidente em geral, 30% aprovam e 24% o acham regular. As oscilações em relação à pesquisa passada são estáveis.

O vírus é preponderante para a opinião em relação ao presidente. Para os que rejeitam a condução da pandemia por Bolsonaro, a avaliação geral de seu governo é de 75% de ruim ou péssimo. Já entre os que aprovam o presidente, seu trabalho na saúde é ótimo ou bom para 89%.

Além disso, o índice dos que nunca acreditam no que diz o presidente oscilou de 41% para 45% em relação a janeiro, enquanto aqueles que confiam às vezes foi de 38% para 35% e os que dizem sempre confiar oscilaram de 19% para 18%.

A desconfiança é maior entre quem tem curso superior e ganha mais de 10 salários mínimos, 52%. E também entre as mulheres: 13% dizem sempre confiar no que o presidente diz, frente a 23% dos homens.

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