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Racista, Donald Trump ataca a deputada muçulmana e seus seguidores pedem sua expulsão dos EUA

Em comício na última quarta-feira, 17/07, num discurso de uma hora e meia em Greenville, Carolina do Norte, Trump dedicou 20 minutos a atacar 4 deputadas do Partido Democrata sobre as quais escreveu uma publicação racista, no domingo 14/07.

sábado 20 de julho| Edição do dia

Foto: LEAH MILLIS / REUTERS

"É tão interessante ver parlamentares democratas ’progressistas’, que vieram originalmente de países cujos governos são uma catástrofe total e completa, dizendo cruelmente ao povo dos Estados Unidos como o nosso governo deve ser administrado", disse Trump, em uma série de três comentários no Twitter.

Ainda que não tenha citado nomes, a publicação logo foi associada às 4 deputadas do partido contrário a Trump, cuja política de oposição tem sido bastante crítica ao presidente. São elas: Alexandria Ocasio-Cortez, nascida nos Estados Unidos, de origem latina; Ayanna Pressley, nascida nos Estados Unidos, de origem africana; Rashida Tlaib, nascida nos Estados Unidos, de origem palestina; E Ilhan Omar, nascida na Somália que entrou nos Estados Unidos como refugiada somali e se elegeu deputada.

No comício, Trump atacou especialmente a muçulmana Ilhan Omar. Ele a acusou sem fundamentos de pedir piedade aos membros do Estado Islâmico, de minimizar os atentados terroristas de 11 de Setembro e de "rir de norte-americanos que alertavam sobre a Al-Qaeda". Milhares de seus apoiadores começaram a gritar: “Mande-a embora, mande-a embora!”. Trump insistiu que as deputadas deveriam deixar o país “se não gostam daqui, podem ir embora", disse.

Esse discurso de ódio de Trump só fortalece as opressões e favorece os capitalistas. Num sistema que utiliza da exploração da maioria pela minoria, esses discursos são usados para separar ainda mais as pessoas para que estas não vejam sua forma e unidade para lutar contra a real causa de seus problemas.




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