Sociedade

INJUSTIÇA SOCIAL

R$2,4 milhões de férias de Bolsonaro alimentariam 4,3 mil famílias por um mês

Bolsonaro esbanjou mais de 2,4 milhões de dinheiro público em 18 dias de férias na praia. Gastos exorbitantes com hospedagem, alimentação e combustível para avião que poderiam ter servido para alimentar mais de 4,3 mil famílias por um mês.

sábado 3 de abril| Edição do dia

Foto: Reprodução/emaisgoias

R$2,4 milhões em 18 dias. Seria um ultraje em qualquer situação, mas fica ainda mais odioso no meio de uma pandemia que já vitimou mais de 320 mil pessoas e leva outras centenas de milhares de volta para a miséria e fome. Entre 18 de dezembro de 2020 e 5 de janeiro de 2021, período oficial das férias do presidente, milhões de famílias já estavam diante da incerteza com o fim do auxílio emergencial que só seria liberado novamente 4 meses depois, num valor completamente absurdo e insuficiente que não paga nem mesmo uma cesta básica.

Entenda: Esbanjando dinheiro público, Bolsonaro torra R$ 2,4 milhões em férias luxuosas na praia

A partir de dados por estado, fornecidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo médio de uma cesta básica no país fica ao redor de R$550,00. Em São Paulo, o estado com a maior média, o custo é de R$ 654,15 por cesta básica, valor que teve alta de 3,59% na comparação com dezembro do ano passado.

Se considerarmos a média nacional de R$550,00 por cesta básica, o que Bolsonaro e sua família gastaram em 18 dias de férias, em hotéis de luxo, alimentação extravagante, combustível e manutenção de avião para passear por praias do país, poderia garantir a alimentação de mais de 4,3 mil famílias por um mês.

Bolsonaro, Guedes e mesmo a “oposição” de ocasião dos governadores, do Congresso, judiciário e da grande mídia, todos golpistas, passaram todos os primeiros meses do ano preocupados com responsabilidade fiscal, teto de gastos, fazendo malabarismos mil para nos convencer de que falta dinheiro, até mesmo colocando em questão o retorno do auxílio emergencial, mas não faltou para as férias do presidente, assim como para manutenção dos privilégios desses setores que não pagam nem mesmo um almoço com R$150,00, que é o valor mínimo do novo auxílio.

A nova rodada do auxílio que começa a ser paga na próxima semana, no melhor dos casos, das famílias chefiadas por mães que receberão R$375,00, não chega nem no valor de uma cesta básica em Aracaju, o estado mais barato do país em que a média está em R$450,00 por cesta.

E até aqui as comparações foram apenas em relação a alimentação. Se considerarmos o conjunto das necessidades de uma família, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 5.495,52, o que corresponde a 5 vezes o valor do salário mínimo já reajustado, de R$1.100, 00 e 36 vezes o valor do auxílio emergencial de 150,00, um escândalo!

Um plano emergencial de combate a pandemia em seus aspectos sanitários e econômicos é urgente. É preciso defender um auxílio de pelo menos um salário mínimo, mesmo que nem mesmo esse valor é suficiente hoje, como apontam os relatórios do DIEESE, liberação remunerada, com salários integrais, dos trabalhadores de serviços não essenciais, leitos para toda a demanda, vacinas para todos com a quebra de suas patentes, fim do Teto de Gastos para investimento nos serviços públicos.

A luta por essas demandas mais que urgentes se articula com o combate aos privilégios dos políticos e juízes do alto escalão, que deviam ganhar o mesmo salário que uma professora e serem revogáveis pelo vontade popular. Esse combate passa por combater Bolsonaro, Mourão, os governadores e militares e o conjunto do regime político do golpe institucional. E isso só é possível com os trabalhadores, junto à juventude e movimentos sociais, impondo com sua força que as direções dos movimentos de massas, como as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, rompam com sua paralisia e organizem a luta necessária.




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