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Proibir as demissões e manter 100% do salário dos trabalhadores!

terça-feira 24 de março| Edição do dia

Segundo dados do Datafolha, 79% dos entrevistados apontam que temem perder sua renda devido a desaceleração da economia. Apreensão legítima frente às medidas do governo que buscam atacar os trabalhadores e proteger bancos e grandes capitalistas. Como os 1,2 trilhões do BC aos bancos, enquanto aos trabalhadores se encaminha proposta de cortes de 50% nos salários e jornadas. É preciso que essa MP, que só piora a vida dos trabalhadores e passa a crise para as suas costas, seja derrubada; que todas as medidas para proteger a saúde da população trabalhadora em risco seja tomada. Testes massivos já!

Como podemos acompanhar, a crise do coronavírus trouxe consigo uma nova etapa da crise capitalista. Uma etapa mais aguçada que demonstra de forma mais clara a brutalidade do estado e a sua serventia quando se trata de atacar os direitos básicos dos trabalhadores para salvar os lucros dos empresários, deixando milhares de trabalhadores segurados pela própria sorte e desempregados para garantir o lucro dos grandes capitalistas. Isso acaba por consolidar uma situação nacional na qual o que pode ser vislumbrado nos próximos meses é uma situação de extrema miséria e barbárie, ao mesmo tempo que o sistema de saúde pública sucateado pelo próprio governo entra em colapso.

Segundo dados do Datafolha, 79% dos entrevistados apontam que temem perder sua renda devido a desaceleração da economia enquanto 16% prevê poucos impactos e outros 3% preveem nenhum impacto em relação ao avanço do vírus. Em outro artigo, declarações de empresários decretando que terão de demitir, além das medidas do governo, colaboram com essa perspectiva um tanto quanto realista dos entrevistados, a qual não devemos aceitar.

Empresário bolsonaristas, como Luciano Hang e o dono da rede de restaurantes Madero vêm feito declarações no mesmo sentido: colocam seus lucros na frente não só dos empregos, mas da saúde dos trabalhadores. Pouco se importam com as milhares de vítimas que as desastrosas políticas sanitárias de seu amado presidente causará, e ameaçam com demissões e corte de direitos.

Dentro do número de pessoas entrevistadas a população mais pobre e as mulheres demonstram mais preocupação diante do cenário que se coloca. De fato, os setores mais afetados pela desaceleração de economia são as mulheres e a população mais pobre, pois ocupam os postos de trabalho mais precarizados e insalubres com alto risco de contaminação. Setores que têm seus direitos mais atacados e que são constantemente vítimas das demissões das empresas terceirizadas praticamente sem nenhum direito garantido.

Diante da situação mundial, ao contrário do que Bolsonaro faz, que é assegurar mais segurança aos lucros dos empresários atacando os direitos dos trabalhadores frente e uma pandemia, é necessário que a economia esteja totalmente direcionada a combater o vírus e proteger o máximo a saúde e a vida da população trabalhadora e também dos grupos de risco possível, realizando testes massivos e colocando as fábricas que ameaçam demissões e fechamentos à serviço da produção de materiais essenciais para o combate a pandemia como os respiradores, máscaras e álcool em gel.

É necessário garantir que todo os empregos sejam preservados proibindo as demissões; 100% dos salário e direitos devem ser garantidos para os que tiverem o trabalho suspenso e o mesmo para os que integram os grupos de risco. Para os que se mantém na produção voltada ao combate da pandemia, como trabalhadores da saúde e sanitários, é necessário a máxima garantia de proteção.

Se faz necessário a auto organização dos trabalhadores para colocar as empresas sob produção produção estatal com o controle dos trabalhadores para dar o devido combate ao vírus, o descongelamento da PEC do teto de gastos e o não pagamento da dívida pública são essenciais para direcionar o orçamento para o combate e a proteção frente a pandemia, uma vez que Bolsonaro já se pronunciou sobre quem deve ter a devida proteção em meio a pandemia, o lucro dos grandes capitalistas.




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