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ATO NA UFCG | Professores da UFCG realizam Ato durante a paralisação do dia 19 de maio.

Nesta Quarta-feira, (19 de maio de 2021) aconteceu a paralisação dos professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), juntamente com o ato presencial em frente à reitoria da instituição, no qual se pautou contra os ataques de Bolsonaro e do Congresso às trabalhadoras e aos trabalhadores em geral e os professores em particular e contra a intervenção bolsonarista na UFCG.

quinta-feira 20 de maio | Edição do dia

Imagem: Redação Esquerda Diário

Em meio aos processos de ataque que o governo Bolsonaro vem realizando contra as universidades públicas de nosso país, foi realizado nessa Quarta-feira (19 de Maio de 2021), na Universidade Federal de Campina Grande, um ato deliberado pela assembleia de base da Associação de Docentes da UFCG (ADUFCG). Entre as pautas de reinvidicações o ato foi pontuado: contra o projeto de Lei 595/2020, a Reforma Administrativa e a intervenção de Bolsonaro na instituição ao não respeitar a autonomia universitária escolhendo o reitor e o vice-reitor menos votado.

Veja mais: Bolsonaro nomeia terceiro colocado para assumir reitoria da UFCG. É preciso organizar a luta contra a intervenção

Outro ponto da manifestação foi à crítica contra a gestão genocida da crise sanitária que o governo tem realizado, e que tem deixado um saldo de mais de 440 mil mortes no país, articulado isto ao Plano de Lei Projeto de Lei nº5. que torna a educação uma atividade essencial e permite a reabertura de escolas e universidades, mesmo durante a pandemia da Covid-19 e sem vacinas para professores, servidores técnico-administrativos e estudantes.

O ato presencial teve início às 07h30minh da manhã em frente ao portão principal que dá acesso ao campus central da UFCG, em Campina Grande (PB), cumprindo as normas do distanciamento social e o uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s), de forma auto-organizada. Nesse sentido, foram feitas intervenções por representantes da Associação de Docentes da UFCG (ADUFCG) e do movimento estudantil, denunciando os principais ataques do governo à classe trabalhadora em geral e a comunidade acadêmica com os ostensivos cortes na educação.

O professor Gonzalo Adrián Rojas da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais (UACS) do Centro de Humanidades (UFCG), colunista do Esquerda Diário e militante do MRT, realizou uma intervenção no qual colocou de início , tendo em consideração a conjuntura internacional e nacional, desde a solidariedade com o povo Colombiano num dia de gigantescas manifestações contra o governo de extrema direita de Duque, a solidariedade com o povo palestino frente aos ataques do Estado de Israel, a derrota dos partidos que governaram os últimos 30 anos no Chile, assim como a greve dos metroviários em São Paulo que declararam greve nesta quarta-feira.

Veja mais em: Manifestação dos metroviários de SP mostra enorme força rumo a greve dia 12

Posteriormente apresentamos alguns elementos de caraterização nacional, no marco da crise orgânica do capitalismo brasileiro e da situação política reacionária que se vive no país focando na pauta da paralisação para concluir que é preciso a unidade pela base na luta contra os cortes nas federais.

Também, durante o ato desde Esquerda Diária e do MRT declaramos apoio à greve dos metroviários de São Paulo contra Dória, bem como, em apoio aos trabalhadores contra os ataques do governo Bolsonaro como registramos nesse vídeo

No marco da conjuntura nacional e internacional, não podemos esperar até 2022 para que as eleições sejam realizadas como o Partido dos Trabalhadores e as Centrais Sindicais, a exemplo da CUT desejam, ao canalizarem o sofrimento e a dor da perda das mais de 440 mil vidas em nosso país pela Covid-19 para uma via estritamente eleitoral.

É urgente mobilizarmos pela base, em cada local de trabalho e estudo ações que permitem auto-organização e pressão sobre as direções sindicais burocráticas. É preciso uma luta concreta contra os cortes nas universidades públicas e contra a classe trabalhadora, de forma a não alimentarmos esperanças no parlamento golpista e muito menos no STF, que tem permitido todas essas atrocidades contra a nossa classe.




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