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Primeiro projeto de Flávio Bolsonaro: autorização de fábricas de armas em território nacional.

No mesmo dia do crime em escola de Suzano-SP, Flavio Bolsonaro apresenta seu projeto para permitir a instalação de fábricas de armas e munições no país.

sábado 16 de março| Edição do dia

Flávio Bolsonaro, senador pelo estado do Rio de Janeiro, que foi investigado por movimentações financeiras suspeitas (https://www.esquerdadiario.com.br/Escandalos-com-Flavio-Bolsonaro-escancaram-as-contradicoes-do-governo), e integrante da família Bolsonaro, que tinha conexões com suspeitos presos pelo Assassinato de Marielle Franco (https://www.esquerdadiario.com.br/Os-policiais-presos-pela-morte-de-Marielle-tinham-conexoes-com-a-familia-Bolsonaro), apresentou seu primeiro projeto no Senado, no mesmo dia do crime ocorrido na escola estadual em Suzano (https://esquerdadiario.com.br/A-dor-do-massacre-em-Suzano-a-hipocrisia-dos-governos-e-a-defesa-da-educacao-publica), propondo a autorização da instalação de fábricas de armas no Brasil.

A legislação em vigor, desde 1934, proíbe a instalação de fábricas de armas e munições em território brasileiro. Depois de Jair Bolsonaro ter tomado as medidas necessárias para flexibilizar o porte de armas, Flávio diz que o primeiro artigo do decreto assinado por Vargas, que diz que “fica proibida a instalação” de fábricas de armas, segue colocando os critérios regulamentadores e fiscalizadores se fábricas como essas forem instaladas.

Apesar do Senador ter alegado que seu projeto mostra medidas que “além de corrigirem as distorções existentes, devem ampliar e contribuir para o impulso à indústria de defesa nacional, elevando os patamares de competitividade, pesquisa, produção, desenvolvimento de tecnologia e excelência, aumentando a capacidade produtiva e tornando o Brasil mais competitivo junto ao mercado externo”; ainda apresenta no projeto que no caso de licitações, compras ou até contratações por órgão públicos, fica vedado que se estabeleça monopólio ou reserva de mercado, que restrinja ou inviabilize a participação de empresas estrangeiras.

Ou seja, o senador que é declaradamente pró-Israel e pró-Trump, escancara o alinhamento e entreguismo que o governo Bolsonaro busca construir e manter com imperialismo norte-americano, que hoje é um dos países com maior indústria bélica do mundo.




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