Prefeitura de Porto Alegre fecha 4 Unidades de Saúde em plena pandemia

sexta-feira 11 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Joyce Heurich/G1

A prefeitura de Porto Alegre informou nessa segunda feira (7) o fechamento de 4 postos de saúde na capital. Além do fechamento, vários funcionários serão demitidos em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Os postos a serem fechados serão: o Laranjeiras, localizado no bairro Morro o Santana; o Jenor Jarros, no Rubem Berta; o Vila Elizabeth, no Sarandi, e o Pitinga, na Restinga. As 4 Unidades de Saude (UBS) terão suas atividades encerradas e, segundo a secretaria de saúde, redistribuídas para unidades próximas. Tal ação é consequência do projeto de ataque á saúde pública do prefeito tucano Marchezan tendo a val do STF para o fechamento do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF).

Desde a abertura do processo em setembro de 2019, onde o STF declarou inconstitucional a lei que implementou o Imesf, diversos processos foram abertos contra a decisão, afim de garantir o direito a saúde dos moradores de Porto Alegre. O Imesf tinha responsabilidade por 77 Unidades de Saúde em Porto Alegre, majoritariamente localizadas nas áreas mais vulneráveis do município. Essas unidades são um serviço essencial para estas comunidades, principalmente no contexto de pandemia onde são os principais pontos de assistência em casos de suspeita de COVID-19.

Frente a mais um ataque do governo elitista de Marchezan (PSDB) e da instituição golpista que é o STF, trabalhadores já se organizaram para uma manifestação na frente da prefeitura de Porto Alegre nessa quinta-feira (17). Dentre as reivindicações está a não demissão de mais de 1800 de servidores do imesf, contra o sucateamento da saúde pública projeto do governo Bolsonaro e do prefeito Marchezan e contra a privatização desse setor. A luta deve ser feito em conjunto com toda a classe trabalhadora contra esse sistema de desigualdade e opressão, para garantir uma saúde pública e de qualidade pra população, sob controles dos próprios trabalhadores.




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