Mundo Operário

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Prefeito e governador deixam centenas de famílias nas ruas em Carapícuíba

Hoje de manhã cerca de 700 famílias estão sendo despejadas de suas casas pela PM de São Paulo e pela prefeitura de Carapicuiba em uma operação de reintegração de posse que desaloja a comunidade do Escadão.

quinta-feira 12 de setembro| Edição do dia

A reintegração de posse do terreno onde moram cerca de 3 mil pessoas na comunidade do Escadão em Carapicuíba está sendo realizada hoje de manhã pela Polícia Militar de São Paulo, deixando estas famílias na rua sem qualquer garantia, a prefeitura de Carapicuiba que hoje é governada por Marcos Neves (PV) diz que as famílias não receberão auxilio aluguel e a única medida tomada foi enviar dezenas de caminhões para retirar seus pertences.

Segundo o prefeito Marcos Neves: "Bolsa aluguel não está previsto na lei e a prefeitura não tem condição de pagar, até porque ali não pertence à prefeitura de Carapicuíba pertence à COHAB de São Paulo"

A comunidade que fica em um terreno que pertence a COHAB está sendo desalojada e não existe sequer a promessa de que serão construídas habitações neste local, ou seja, não há qualquer garantia de que estas famílias conseguirão acesso a moradias, estão sendo jogadas na rua a sua própria sorte.

Nos dias 5 e 6 de setembro foram registrados diversos protestos da comunidade, em que os moradores realizaram barricadas de pneus incendiados. A repressão, por meio da PM de São Paulo, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam), atuou violentamente, reprimindo os manifestantes indignados.

Sabemos que se a prefeitura quisesse garantir este direito básico como é o da habitação para estas famílias não tirariam as milhares de pessoas dentre as quais estão idosos, crianças, pessoas acamadas, à força pela polícia, deveriam construir estas habitações com antecedência para que estas pessoas não ficassem na rua.

Como dissemos nesta matéria o município de Carapicuíba tem um grande histórico de ocupações e lutas por moradia que ao longo dos anos foi formando os bairros desta cidade dormitório onde está a força de trabalho que enriquece empresas em Barueri, Osasco e São Paulo. A especulação imobiliária que toma conta desta região é o que empurra estes trabalhadores para as favelas e ocupações por não aguentarem os valores absurdos dos aluguéis. A solução para esses problemas de moradia deveria passar primeiro por grandes planos de obras públicas para moradias dignas para a região, empregando os trabalhadores desempregados e que fosse financiado não somente pelo município, mas por toda a região que se beneficia da mão de obra da cidades.




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