Educação

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Por um encontro dos três setores da UFMG para definirmos os próximos passos da luta contra Bolsonaro

A Chapa 3 – “Nosso futuro vale mais que o lucro deles” para as eleições do DCE da UFMG faz um chamado às demais chapas, entidades estudantis e movimentos sociais: façamos, juntos, um encontro de estudantes, professores e trabalhadores da UFMG para definir os próximos passos a seguir para vencer Bolsonaro.

Nosso futuro vale mais que o lucro deles

Chapa 3 para as eleições do DCE da UFMG

sexta-feira 27 de setembro| Edição do dia

O governo Bolsonaro é uma fonte interminável de motivos para nos indignar. Em seu discurso na ONU combinou seu reacionarismo e suas fake news, o que serve para lembrar que a tarefa de derrotar os ataques e a fonte de todos eles segue em aberto. O movimento estudantil se colocou de pé contra Bolsonaro, em maio deste ano, no entanto nossa mobilização ainda não foi suficientemente forte para se aliar com os trabalhadores e derrotar os ataques como os cortes, o Future-se, a suspensão de 84 mil bolsas de pesquisa e a reforma da previdência. Precisamos urgentemente interromper essa marcha rumo à destruição de nosso futuro, pois não são só as nossas universidades que estão em jogo, são as nossas vidas e as vidas de tantas Ágathas.

Os próximos dias 2 e 3 de outubro serão marcados por paralisações e manifestações de setores da educação. Convocado pela UNE, ANPG, e outras entidades e sindicatos da educação, essas 48h horas de greve, para realmente colocar o governo Bolsonaro contra a parede, precisam ser construídas com assembleias em todas as universidades, fazendo paralisações efetivas que busquem unificar com as categorias de trabalhadores que poderão ter sua aposentadoria arrancada pelo Senado nestes mesmos dias. Na UFMG haverão assembleias de cursos, prédios, e uma plenária geral, e consideramos uma tarefa de primeira ordem que os estudantes componham esses espaços para discutir como fortalecer essa mobilização.

Mas sabemos que, por mais forte que essa próxima ação possa ser, o governo de Bolsonaro, apoiado nos militares, no judiciário e no imperialismo norte-americano, só retrocederá se seguirmos o enfrentando. Em algumas universidades existem paralisações, greves e atos acontecendo, como vimos na UFMG com o ato de estudantes da pós-graduação na avenida Antônio Carlos, e cada uma dessas iniciativas poderiam ser muito potencializada se estivessem sendo coordenadas entre si. Também poderíamos estar mais bem localizados se, ao invés de dias isolados e espaçados de manifestações, tivéssemos um plano de lutas, que tem feito falta ao movimento estudantil nacional desde maio, quando nossa revolta explodiu.

Esse papel, de coordenar, massificar e dar coesão aos dias de luta, poderia estar sendo cumprido pela UNE, mas não está porque esta entidade não aponta uma estratégia para derrotar completamente os ataques. A prova disso é que não buscam coordenar e massificar nossa luta desde as bases com um comando nacional de delegados eleitos por assembleias em todas as universidades e IFs. Ao mesmo tempo que os governadores do PT e do PCdoB, partidos que dirigem a UNE e também as centrais sindicais CUT e CTB, apoiam uma reforma da previdência. A preocupação com a “governabilidade” no país do golpe institucional tem feito a oposição ao governo baixar a guarda e não colocar em cena toda a força que existe na juventude e na classe trabalhadora, mas essa estratégia é parte do que nos trouxe até aqui, e não podemos aceitar que isso seja repetido.

Por isso, a Juventude Faísca junto aos independentes da Chapa 3 – “Nosso futuro vale mais que o lucro deles” para as eleições do DCE da UFMG chama às demais chapas, entidades estudantis e movimentos sociais a promovermos, juntos, um encontro de estudantes, professores e trabalhadores da UFMG logo após os dias 2 e 3 de outubro, com liberação de aulas e sem corte de ponto dos trabalhadores por parte da reitoria, para que possamos discutir as lições que precisamos tirar das lutas que temos travado até aqui e quais são os próximos passos para poder contra-atacar Bolsonaro.




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