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RUMO AO 29M | Por que os educadores municipais de São Paulo precisam participar do dia de lutas 29/05?

Para o próximo sábado, 29/05, estão sendo convocadas manifestações em todo o país para lutar contra todo esse conjunto de ataques que estamos assistindo e contra esses governos a serviço dos patrões. Não há dúvidas que temos razões de sobra para ir às ruas e lutar! E que a luta dos trabalhadores da educação deve ser unificada com os demais setores da classe trabalhadora e com a juventude! Por isso o Movimento Nossa Classe Educação chama todas as educadoras e educadores do município de São Paulo a se somar aos atos no próximo dia 29.

quarta-feira 26 de maio | Edição do dia

Há mais de 100 dias, nós educadores do município de São Paulo estamos protagonizando um dos focos de resistência aos ataques que os governantes como Doria (PSDB), antes Covas (PSDB), agora Nunes (MDB), Bolsonaro e Mourão estão lançando sobre nós trabalhadores, para garantir que sejamos nós a pagar pela crise econômica e sanitária que vivemos e não os patrões e capitalistas. A reabertura insegura das escolas, que é o que motivou nossa greve, já levou a morte centenas de nossos colegas de trabalho e outros milhares que foram contaminados. Tudo para satisfazer a sanha de lucros dos empresários da educação e dos patrões que não querem pagar salários para trabalhadores ficarem em casa cuidando de seus filhos.

Já sabemos que o atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, seguirá os passos de seu antecessor Bruno Covas, sempre alinhado à política e atuação do governador Doria. Atuação que é responsável pelo descontrole da pandemia no estado e na cidade de São Paulo. Desde o início da pandemia seguiram obrigando os trabalhadores a se exporem ao vírus em transportes públicos lotados sem direito a qualquer tipo de isolamento social, com seus salários garantidos, demitiram trabalhadores, inclusive das escolas, ao mesmo tempo que privaram e seguem privando os filhos desses trabalhadores ao direito à educação, sem acesso efetivo ao ensino remoto. Fizeram e fazem isso enquanto aplaudiam as medidas de retiradas dos nossos direitos pelas mãos do Bolsonaro, do parlamento e sempre avalizadas pelo judiciário.

As escolas estão reabertas no momento mais crítico da pandemia, que também é o momento mais crítico da crise econômica sentida por nós educadores e vista de perto nas famílias dos nossos alunos. Recorde de desemprego, miséria e fome. E em meio a isso Bolsonaro acaba de reeditar a MP da Morte, agora numa versão mais cruel [link]; avançam as privatizações; a Câmara avança com a reforma administrativa para retirar direito dos servidores públicos e precarizar o atendimento à população; o STF está julgando a permissão de demissões coletivas; e, esse governo lotado de militares sustentando Bolsonaro como faz seu vice Mourão, cortou as verbas das universidades federais atacando em cheio o direito à educação de nossa juventude. Ou seja, não há dúvidas que temos razões de sobra para ir às ruas e lutar! E também que a luta dos trabalhadores da educação deve ser unificada com os demais setores da classe trabalhadora e com a juventude!

Para o próximo sábado, dia 29/05, estão sendo convocadas manifestações em todo o país para lutar contra todo esse conjunto de ataques que estamos assistindo e contra esses governos a serviço dos patrões. Por isso nós do Movimento Nossa Classe Educação chamados a todas as educadoras e educadores do município de São Paulo a se somar aos atos no próximo dia 29! Evidentemente que com distanciamento social, segurança sanitária e uso de máscaras. Mas também construir esse chamado em cada uma de nossas escolas, com reuniões e assembleias entre aqueles que seguem em greve e todos aqueles que por diferentes razões retornaram, mas seguem apoiando nossa luta. E mais do que isso a exigir que nossos sindicatos, sobretudo o SINPEEM, o SINDSEP e a SEDIN (esses últimos diretamente dirigidos pelo PT e PCdoB), que construir esse dia de lutas e esse chamado em cada uma de nossas escolas. Ao mesmo tempo exigir que CUT e CTB, as maiores centrais sindicais do país, dirigidas pelo PT e PCdoB, deixem de lado sua postura passiva e divisionista das lutas da nossa classe, querendo que os trabalhadores esperem até 2022, e mobilizem os trabalhadores para construir e fazer parte desse dia de luta. É absurdo que essas centrais não estejam construindo efetivamente esse dia de luta, e mais uma vez atuando para nos dividir chamando um ato simbólico dia 26 em Brasília, enquanto a direita e o bolsonarismo vão às ruas para apoiar esse governo assassino.

Na ultima assembleia do SINDSEP, realizada no dia 25/05, foi aprovada a participação da entidade nos atos do dia 29 em São Paulo. Então é necessário que o SINDSEP coloque toda sua estrutura a serviço de construir esse ato em cada região, em cada escola, com carro de som, cartazes e fomentando reuniões e assembleias nos locais de trabalho. Assim como pressionar SINPEEM e SEDIN, que não estão chamando para esses atos, a participarem e construírem o dia 29 na categoria.

Leia aqui o editorial do MRT: Novos ares de mobilização e a adaptação à agenda da CPI: confiar nas forças da nossa classe e da juventude

Precisamos nos inspirar na luta do povo Colombiano contra seu governo, que barrou ataques e nem por isso saiu das ruas, assim como em outros importantes exemplos de lutas internacionais. Como diz o cartaz colombiano que circulou nas redes sociais, “quando um povo sai às ruas em meio a uma pandemia, é porque seu governo é mais perigoso que o vírus”. Por isso o dia 29 deve ser o início de uma jornada de lutas de todo o povo não somente gritando Fora Bolsonaro, mas enfrentando Bolsonaro, Mourão, os militares e todo esse conjunto de golpistas que fazem parte desse regime pobre fruto do golpe institucional. Apenas a nossa luta unificada, entre trabalhadores efetivos e precários das várias categorias do país junto com a juventude pode se enfrentar contra toda essa agenda de privatizações e ataques. E impor com nossa força um programa emergencial para combater a pandemia e a crise econômica, que inclua vacinação para todos com a quebra de patentes e sem indenização para as empresas, e por um auxílio emergencial de pelo menos um salário-mínimo.




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