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LINHA DA POBREZA

População abaixo da linha da pobreza triplica na pandemia e atinge 12,8% dos brasileiros

Pesquisa aponta que 27 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, três vezes mais do que seis meses atrás, sendo resultado do desemprego e responsabilidade das políticas públicas dos governos.

quinta-feira 8 de abril| Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluiu que, durante a pandemia, triplicou o número pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil. Segundo levantamento, passou de 9,5 milhões em agosto de 2020 para 27 milhões em fevereiro de 2021, correspondendo a 12,8% da população do país. A pesquisa ainda aponta que diversas famílias sobrevivem com apenas R$ 246 por mês, ou seja, cerca recebem cerca de 22% do valor total do salário mínimo para se sustentarem.

A pesquisa da FGV ainda afirma que esse cenário se dá devido aos altos índices de desemprego e à ausência de políticas públicas, e que, mesmo com o novo auxílio emergencial, aproximadamente 40% dos trabalhadores não conseguirão compensar as perdas de renda.

Veja também: Entre a pandemia e o desemprego, a fome já é uma realidade para 19 milhões de brasileiros

No início desta semana, outra pesquisa apontou que mais da metade da população convive com algum grau de insegurança alimentar. A inflação e a enorme alta no preço dos alimentos é um elemento que também aprofunda a situação de miséria de grande parte da população. Mesmo as ONGs e projetos que trabalham com distribuição de alimentos e cestas básicas não conseguem mais atingir a mesma quantia de famílias, já que os preços subiram muito.

Essa combinação entre covid-19, desemprego e fome, que leva metade da população a viver com o risco da fome ou desnutrição, com dezenas de milhões de pessoas situadas abaixo da linha da pobreza, é resultado das políticas orquestradas pelo regime do golpe. Bolsonaro e seus aliados da direita e do centrão, assim como instituições como o STF e os militares, impuseram diversos cortes nos direitos dos trabalhadores, aprovando reformas e ataques, e atuam em meio à pandemia para salvar os lucros dos empresários enquanto a população padece entre o vírus, o desemprego e a fome.

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