RACISMO

Polícia racista de Doria espanca e tortura mulher negra de 51 anos

segunda-feira 13 de julho| Edição do dia

Parelheiros,extrema zona sul de São Paulo - mas poderia ser em qualquer periferia deste país. O modo de operar policial não difere estado a estado. A diferença de casos como este do que acontece todos os dias pelas ruas e vielas deste país é a câmera que grava a imagem e joga nas redes.

O simbolismo deste caso, que se assemelha ao caso George Floyd, caso este causou comoção nos EUA e reverberou internacionalmente, trás ainda mais revolta pra quem assiste as bizarras imagens captadas.

É ainda mais revoltante quando vemos pessoas como João Dória, o cínico, governador de São Paulo “repudiando” esta ação. Como bem sabemos este senhor foi eleito dando aval a esta prática comum a polícia, com discurso bélico. Sabemos bem a quem este belicismo é mirado: em negros e negras das periferias de SP. Idade e gênero são indiferentes para eles, corpos negros são alvos de todas as formas.

Quem vive o dia a dia das cidades brasileiras sente o clima de insegurança. Para negros e negras está insegurança triplica por ser alvo de uma instituição racista, facínora e que não tem medo de mostrar a cara para cometer as mais diversas atrocidades.

Esta mulher por exemplo, poderia ter sido mais uma vítima letal de ação completamente desmedida policial. Apesar das lesões e do trauma, por sorte não aconteceu nada mais grave. Mas quantos casos acontecem como este dia após dia?

Os números de uma pesquisa mostram que 95% dos brasileiros sabem que a polícia é uma instituição racista.

Que confiança podemos ter nesta instituição que foi fundada com a benção da escravidão e aprimorou suas práticas na ditadura militar? Que confiança negros e negras neste país tem para chegar em casa em segurança sem ser alvo de ações como sofreu esta mulher em Parelheiros?

A polícia é cão de guarda da burguesia e seu papel é derrubar e matar pretos e pobres. Esse papel ela cumpre com maestria.

Para acabar com situações como estas não existem soluções pela metade. Não há como reformar o que não pode ser reformado.

Tomemos como exemplo os milhares de jovens negros que saíram as ruas de Minneapolis que pedem não a “reforma da polícia”, não a sua “humanização”. Devemos por abaixo essa instituição decomposta e destruí-la.

Leia também: "A polícia que ajoelha no pescoço do povo negro não é nossa aliada!", diz Marcello Pablito




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